terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cartas dos Leitores (1)

Pessoal, hoje trago a vocês o e-mail de uma nova leitora: Jéssica Oliveira.

Desde que publiquei o livro eu venho recebendo e-mails magníficos, de leitores que apreciaram o texto. Porém, já fazia algum tempo que eu não recebia nenhum e este me chamou muito a atenção, principalmente por se tratar de uma pessoa que eu não conhecia que é amiga de Luiza Marino, uma querida aluna. Sem mais, deixo vocês com as belas palavras que ela me escreveu em 25 de outubro de 2013.

***

"Olá José, como vai?

Meu nome é Jéssica Oliveira, tenho 16 anos e agora posso dizer, com maior prazer, que sou sua leitora.
Sua obra chegou em minhas mãos à alguns dias, fresquinha a autografada por meio da minha melhor amiga, que é sua aluna no colégio Bento Quirino. Ela havia me mostrado a sinopse de seu livro e eu fiquei realmente interessada, o que é algo raro, pelo fato de eu ser afetada por uma preguiça crônica quando se trata de ler, mesmo não querendo que seja assim. 
E, hoje, finalmente, a leitura chegou ao fim. Não vou dizer que estou feliz com isso, porque eu gostava muito da sensação de querer ler, da ansiedade de querer saber o que Alef realmente era, de estar envolvida na história dele, e sei que, infelizmente, vou demorar a achar um outro livro que me cause isso novamente, assim como demorei para achar o seu. O fato, é que nenhum livro havia prendido tanto a minha atenção desde "Diário de uma paixão" e quando cheguei ao quinto capitulo se seu livro, já estava no ponto de esconde-lo entre meus livros didáticos só para lê-lo durante o horário de aula, como se ele fosse a coisa mais interessante do mundo. Eu estava com fome de ler. 
Quero que saiba que eu AMEI sua história e e que não me arrependo de tê-la comprado, lido e muito menos das lágrimas que deixei cair quando o fechei o livro. Eu realmente espero que você possa escrever mais e que assim como essa, suas próximas obras possam chegar a mim e eu as lerei com o maior prazer.

Atenciosamente, Jéssica."

***

ps - Pretendo buscar mais e-mails que recebi, e com a permissão dos leitores, pretendo publicá-las aqui.

domingo, 3 de novembro de 2013

Gêmeos.Virtuais nos Jornais (3)

Uau! Uuuuau! Uma página inteira sobre literatura fantástica, com ênfase no Sci-Fi!! Aí vai a página inteira, e o foco na parte que fala sobre "moi". Espero que gostem.

Caderno C
Cultura / Variedades
Nós Temos Ficção Científica

Detalhe da Matéria


ps - desculpem a montagem meio desconjuntada, mas não cabia no Scanner (legal! hehehe).

sábado, 2 de novembro de 2013

Gêmeos.Virtuais nos Jornais (2)

Pessoal, eu não poderia estar mais contente. Lendo o Correio do Leitor, descobri que foi o querido escritor Gabriel dos Santos, que veio visitar o evento, quem escreveu a carta citando meu nome e sendo deveras generoso com a minha pessoa, com meu livro e com o projeto de trocas e doações. Mas não apenas isso, ele também citou um artigo do Presidente da Academia Campinense de Letras, Agostinho Tavolaro - figura magnífica que tive o prazer de conhecer e conversar pessoalmente no dia do evento, no qual também figurava meu nome entre os autores da região de Campinas!

Abaixo seguem o artigo e a carta...

Academia
Artigo de Agostinho Tavolaro
25 de outubro de 2013

Correio do Leitor
Carta de Gabriel dos Santos
30 de outubro de 2013

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Gêmeos.Virtuais nos Jornais

Estou muito contente com a repercussão que teve o evento comemorativo de 10 Anos! Além da matéria sobre o evento que saiu no Caderno C (do Correio), recebi uma mensagem de Adriana Ruiz, amiga e organizadora do evento, de que saiu um comentário sobre meu livro do Correio do Leitor, e hoje mesmo fui entrevistado mais uma vez pelo Correio Popular. Fico muito contente com o apoio que a mídia está dando aos escritores Sci-Fi.

Abaixo seguem os links para algumas matérias online e a matéria do Caderno C.

Matéria do Caderno C do dia 19 de outubro de 2013

Links

Biblioteca comemora dez anos do livro 'Gêmeos Virtuais'

Portal da Prefeitura de Campinas

A biblioteca pública municipal Prof. Ernesto Manoel Zink, de Campinas, recebe neste sábado, dia 19 de outubro, a partir das 15h30, o evento comemorativo dos dez anos de conclusão da obra literáriaGêmeos.Virtuais... [ler mais]

[Comunicado] Comemoração de 10 Anos de Gêmeos.Virtuais!

Blog Procurei em Sonhos

Tem algum tempo que resenhei o livro Gêmeos.Virtuais do (meu) queridíssimo Rapha (observem a intimidade, haha), e também já sorteei três exemplares aqui no blog... [ler mais]

Biblioteca comemora dez anos do livro Gêmeos Virtuais
Portal Azul Celeste

A biblioteca pública municipal Prof. Ernesto Manoel Zink, de Campinas, recebe neste sábado, dia 19 de outubro, a partir das 15h30, o evento comemorativo dos dez anos de conclusão da obra literária Gêmeos.Virtuais...[ler mais]

10º Aniversário de Gêmeos.Virtuais

Portal Eventos Campinas

O evento é aberto ao público em geral. Para participar basta fazer a doação de um livro por pessoa. Os livros serão doados para a Biblioteca Municipal. (o participante, ao doar um livro, recebe um exemplar de Gêmeos.Virtuais)...[ler mais]

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

10 Anos de Gêmeos.Virtuais - Fotos

Família Abrindo os Comes e Bebes

Eu e Seu Gabriel, um Colega Escritor

Eu, Sil e a Mama

Mandy, eu e Victor

+ Luis Gustavo

Eu e Luis na Leitura Interpretada

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

10 Anos de Historia - Parte 6 - Recarregando as Baterias

Bom, amanhã é o grande dia... E neste último post da história de Gêmeos.Virtuais, eu vou tentar não me alongar, mesmo por que não há muito o que dizer. 2011 e 2012 foram dois anos muito pouco produtivos no campo literário, fui abandonando a escrita, os desenhos, até a música, mas em contra-partida, tomei as decisões mais importantes da minha vida.

Acabaram-se as coletâneas, os convites a palestrar foram diminuindo, minha gana para correr atrás da divulgação começou a minguar e se eu tivesse como pagar, eu contrataria um agente, para fazer a divulgação e me assessorar nesse trabalho. Felizmente a receptividade do livro sempre foi positiva, pois de outro modo eu teria desistido antes.

Para ser bem sincero, não me lembro direito do pouco que produzi em 2011, só lembro que algumas poesias apareceram. Foi um período em que eu abria meus documentos, lia... lia... e relia, mas não conseguia adicionar nada. Nem uma linha...

Eu havia me esgotado completamente, meu combustível havia acabado, minhas palavras se tornaram repetitivas, minha escrita estava viciada, pelo menos, eu via assim, não conseguia escrever uma frase que fosse que eu não tivesse a sensação de "déjà vu".

É o famoso bloqueio, pelo qual passam muitos escritores. No entanto, não era apenas isso nem a dificuldade de divulgar o livro que mais me desanimavam, era o fato de que eu vi os temas que eu havia "inventado" aparecerem com frequência em filmes ou em outros livros, que eu nunca havia visto, fossem eles antigos ou até lançamentos. Eu fiquei com a sensação de que as pessoas ia me acusar de plágio ou no mínimo dizer que eu tomei "tal obra" como referência, o que não era o caso, de modo algum.

Só pra vocês terem uma noção, meu "projeto secreto" tinha elementos que depois fui ver em filmes como "O Guia do Mochileiro das Galáxias", "A Ilha", "Cidade das Sombras" etc. E isso me incomodava profundamente. Eu sempre primei por tentar ser original, eu não aceitava que algo que eu pensei alguém já havia publicado.

Depois eu comecei a pensar que na verdade isso era um bom sinal! Que isso indicava que havia mais pessoas que pensavam como eu e que, como disse o grande poeta: "Arte é saber copiar".

Mas nada disso adiantou para conseguir voltar a escrever... Então, para recarregar as baterias eu decidi fazer a única coisa que poderia me enriquecer como escritor naquele momento... Ler. E até hoje, estou nessa jornada de leitura, e quantas coisas boas eu aprendi e descobri lendo grandes mestres como Julio Verne e cientistas como Richard Feynman.

Mas em 2012, além das poesias que continuaram aparecendo, eu tive a ideia de que não precisava me preocupar em vender os livros, eu poderia fazer uma campanha de trocas e doação. A campanha foi um sucesso. Perdi a conta de quantos livros doei e mais ainda de quantos recebi. Entre HQ's e Romances, acredito que passaram de uma centena. Doei todos e depois consegui mais, que estão guardados para a doação de amanhã.

No mesmo ano, após refletir muito sobre todas as coisas da minha vida, minha família, meus gostos pelas artes, meu trabalho como professor eu percebi que meu maior objetivo na vida era realmente estar em Sala de Aula, passando para meus alunos o que há de melhor em mim, tanto na Física, como no caráter. Descobri neles, um amor pelos jovens que eu mesmo não tinha por mim, nem pela juventude quando eu mesmo era adolescente. Notei que eu perdia muita energia tentando levar muito "à sério" minhas empreitadas artísticas, não por que não valesse a pena, mas pois elas me desviavam do meu real objetivo nessa vida, pelo menos, nesse momento: Ser Professor. Todas as outras coisas que amo fazer: desenhar, compor, escrever e, agora, dançar, deveriam ser apenas para suprir meu lado boêmio na vida.

Enfim, o mundo não acabou em 2012 (talvez já tivesse acabado antes...) e 2013 trouxe esta ótima oportunidade de festejar estes 10 anos de história, de mudanças, de esforços, de alegrias, de contentamentos, de oportunidades etc.

E amanhã, aguardo sua presença, às 15h30 na Biblioteca Municipal de Campinas. Muita luz para vocês e estou grato por todo apoio! ;)

domingo, 13 de outubro de 2013

10 Anos de Historia - Parte 5 - Atirando para Todo Lado

Em 2009 e 2010, minha dedicação foi em divulgar Gêmeos.Virtuais da melhor maneira que eu pudesse. Preparei um apêndice para o livro, um vídeo, participei do Prêmio São Paulo e finalmente elaborei uma palestra sobre a importância da literatura. Estando praticamente sozinho nessa empreitada, aos poucos eu fui conseguindo vários colaboradores.

Talvez eu não consiga colocar os fatos cronologicamente, então vou descrevê-los da maneira que melhor me lembro.

Todo início de ano minha irmã, que na época trabalhava na Komedi, me lembrava de que haveria mais uma coletânea. Dessa vez eu aproveitei um texto que contava a infância de Alef, que escrevi em em meados de 2007. Trata-se de um capítulo, que escrevi com muito carinho, mas era voltado para quem já havia lido o livro, pois, lê-lo antes de Gêmeos.Virtuais pode estragar algumas surpresas no enredo.

Então, com o YouTube em sua melhor forma eu decidi preparar um vídeo sobre o livro (um tipo trailer do livro) para ajudar na divulgação. Na edição figuravam cenas de guerra, fotos, partes de jogos e até alguns segundos de filmes. Por um tempo este vídeo me agradou muito, mas depois eu comecei a achá-lo um pouco inapropriado para a divulgação. Recentemente eu o removi do Internet, e não pretendo postá-lo novamente até ter uma melhor edição.

Em fevereiro um ótimo evento apareceu: o 1ºFILC (Festival Internacional da Leitura de Campinas) e Renata Sunega, por indicação de Rosângela Reis (da Coordenadoria Setorial de Bibliotecas de Campinas), me convidou a participar do evento com um bate-papo sobre literatura. O evento foi na Estação Cultura (antiga estação ferroviária) e foi um evento sensacional. Confesso não ter me preparado à altura do evento. Minha apresentação foi ótima, mas mais pela participação da platéia do que outra coisa. Sorteei alguns livros e fiz muitos contatos interessantes. Abriu-se uma porta magnífica para minha "carreira" como escritor.

Um poco depois foi minha vez de participar de uma outra coletânea, por coincidência também editada pela Komedi. Mais uma vez à convite da Coordenadora Rosângela, fui um dos escolhidos para o projeto "Encontro das Artes" de Renata Sunega e Hermélio Silva. O projeto consistia em uma mistura muito feliz de literatura (traduzida para Inglês e Espanhol) e fotografias da cidade de Campinas. Pelo espaço que me foi concedido escolhi uma poesia chamada "Quando Viajo à Noite".

Nesse meio tempo tomei conhecimento do Prêmio São Paulo de Literatura de 2009, que continha duas categorias: Melhor Livro e Melhor Livro de Autor Estreante, ambos de 2008. Recebi o convite para a cerimônia de nomeação dos premiados, com direito à acompanhante.  O mais estranho é que eu não havia recebido nenhum comunicado de quem seriam os finalistas. Eles foram anunciados em um evento, mas eu não fiquei sabendo. Então, ainda na esperança cega de vencer (sei, parece uma piada patética) eu decidi ir. Precisei faltar ao trabalho e minha irmã se prontificou a me acompanhar (assim como a minha mãe, Ana Maria, minha irmã sempre me deu um apoio incondicional às minhas empreitadas literárias). O evento foi no Museu da Língua Portuguesa e parecia coisa de primeiro mundo. Bom, ao saber os finalistas fiquei um pouco revoltado, confesso, mas não foi nem pelo fato de não estar entre eles, mas foi pelo fato de que, entre os finalistas havia um livro cuja temática se assemelhava ao meu "GodBoy", que esteve em um concurso três anos antes. Não estou afirmando que me roubaram a ideia, de modo algum, mesmo porque, mais tarde fui notar que minha ideia não tinha nada de novo, Michael Ende já a havia usado em "A História sem Fim". No entanto, fiquei irritado por notar que eu estava alguns anos à frente de uma opinião favorável dos acadêmicos em literatura.

Ao final de 2009 foi meu último fôlego literário. Eu entrava no meu conhecido "bloqueio", muito conhecido entre os escritores. Meus últimos contos foram "Antes do Natal", inspirado pelo anúncio do "Projeto Natal" da Microsoft e "O Buraco nas Bermudas", inspirado nas teorias de John Hutchison sobre o "Triângulo das Bermudas". Eu também parava de escrever aquele meu "projeto secreto" no quarto livro sem ao menos terminar o segundo capítulo... Deixei apenas um arquivo com toda cronologia da série, um dicionário de um dialeto inventado e mais alguns arquivos de referência.

No entanto, em 2010 minha dedicação se voltou para outra direção: "Gêmeos.Virtuais: Ideia, Expressão, Leitura e Vocabulário", este é o nome da palestra que preparei para divulgar meu livro e reforçar a importância da literatura. Na palestra, com um tom cômico e de duração de aproximadamente 45min (em sua versão completa), eu contava um pouco da história que contei nessa última série de posts, sobre as influências que tive na escrita, sobre como eu passei a receber as críticas, como melhorei minha capacidade de leitura e como isso afetava minha conexão com o mundo através de um vocabulário mais rico e apropriado.

A palestra foi um sucesso. Apresentada pela primeira vez no 2ºFILC, para o qual tive novamente a honra de ser convidado. Depois ela foi apresentada no Poli-Bentinho, na FITEL (Fundação Instituto Tecnológico de Logística) e na Escola Estadual Prof. Antônio "Alves Aranha", onde meu pai, Alcínio (também sempre muito dedicado a me ajudar da divulgação do livro), ministra aulas. Nos anos seguintes, uma versão "mini" desta palestra foi apresentada em Convenções de Ficção-Científica da Base Estelar de Campinas, à convite de Walmir Martins por indicação de minha colega de dança Flamenca, Adriana Ruiz. Uma amostra desta palestra pode ser encontrada no Slideshare.net (Ap. GV Amostra).


No próximo post, a história vai chegando aos 10 anos, com a Parte 6 - Recarregando as Baterias.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

sábado, 5 de outubro de 2013

10 Anos de Historia - Parte 4 - Tornando-se Real

Em 2007 uma série de decepções fizeram meus escritos divergirem uns dos outros. Ao mesmo tempo que eu me dedicava ao terceiro livro sci-fi daquele projeto ainda secreto, eu também me aventurava em contos mais realísticos, mais cotidianos, porém também um pouco absurdos e até revoltados... Foi nesse meio tempo que produzi um dos meus contos preferidos.

Comecei o ano publicando uma pequena crônica, sobre uma garota que conheci em uma longa viagem de ônibus. Até hoje tenho amigos que me perguntam: "E aquela moça do conto? Nunca mais falou com ela?". Infelizmente, a resposta ainda é uma negativa, não que hoje ela me faça falta, mas na época, achei que algo interessante poderia acontecer. Na verdade, eu queria ter publicado o "Un Real", mas por mais que eu cortasse palavras e trechos dispensáveis, eu não conseguia fazer caber no limite determinado para a coletânea. Isso foi quase motivo de briga entre irmãos por aqui... Mas no final, tudo deu certo, e fiquei muito contente com o resultado.

Fiz um sacrifício, e apesar de certamente ela ter me tomado por um tipo de louco, eu consegui entregar um exemplar a ela, antes que ela viajasse para a Europa e, após um breve e-mail, nunca mais nos falássemos...

Essa foi apenas uma das decepções... 2007 começou com uma avalanche de coisas desagradáveis em meio a mudanças muito importantes na minha vida. Eu já estava há um ano morando novamente com meus pais, estávamos para nos mudar, eu iniciava meu trabalho no Bentinho, mas ainda sofria os horrores do fim do meu relacionamento e os atropelos de quem tenta retomar a vida romântica.

Então, quando o ódio pelo mundo das "pessoas normais" chegou ao limite, quando eu estava a ponto de explodir, escrevi meu conto mais mundano, sarcástico, irônico, sínico, cético e tudo que há de amargo, ao mesmo tempo recheado de um humor de mal gosto que me ajudou a exorcizar todos aqueles demônios.
"Monge Francisco e seu MP3-Player" é um de meu conto favorito, que certamente seria tomado como extremamente ofensivo para a grande maioria das pessoas. Na época eu sofria muita influência de Gabriel Garcia Marques (um verdadeiro mestre, escritor de 100 Anos de Solidão) e também de vários filmes da onda "Quem vai ficar com Mary?". Dessa mistura surgiu a história de um "boyzinho" que resolve fugir de casa para virar monge franciscano, mas relutando a se libertar de seu Toca MP3...

Ao terminar o conto, a satisfação do meu trabalho me fez sentir muito melhor. Eu notei que não apenas tinha conseguido me expressar da maneira que eu queria, como também havia alcançado um novo nível em meu desenvolvimento como escritor. Seguro de que seria capaz de vencer, tornei a participar de vários concursos, até virtuais... Mas mais uma vez, sem alguma resposta favorável.

O ano se passou, e no início de 2008 eu novamente participei da Coletânea Komedi, agora novamente com poesias. Algumas delas, bem românticas, que haviam sido escritas no ano anterior. Esta eu presenteei a uma outra moça que por um tempo chamou minha atenção, principalmente pela sua beleza estonteante, pois silenciosa e reservada, mal consegui me aproximar dela nos anos em que compartilhamos o mesmo espaço. Se eu não tivesse me iludido tanto, diria que valeu à pena, apenas por observá-la de longe, pois ela era um colírio para os olhos. No entanto, nem as poesias foram capazes de despertar sua curiosidade por mim...

(Perdoe-me se aparece que vou passar o post todo me lamentando. Não é esse meu objetivo. É que não há como fazer uma retrospectiva desses 10 anos sem abrir um pouco meu coração, já que o trabalho de um escritor está intimamente associado às coisas que se sente e como se consegue expressá-las.)

A essa altura eu não tinha por certo que publicaria meu primeiro livro ainda naquele ano. A proposta veio de minha irmã, que ainda trabalhava na editora Komedi. Refletindo, eu fui me conformando de que não conseguiria espontaneamente que alguma editora decidisse publicar. O fato é, se eu quisesse meu livro publicado, eu teria que pagar. Outra análise que pesou na balança foi o fato de que meu livro já havia envelhecido cinco anos. Pensei que se eu deixasse passar mais tempo, minha história de 2003 já não faria mais sentido, por ter sido muito atual, e pouco atemporal, pelo menos, à primeira vista. Então, decidi pegar alguns reais que eu havia economizado e investir dessa produção.

Teste de Capa - Dentre os Rejeitados, meu preferido.
Em alguns meses, várias coisas tiveram que ser decididas: a fonte que seria usada, a cor do papel, o tipo de papel, se haveria desenhos nas páginas, se a capa seria colorida, se seria laminada ou fosca etc. Vários orçamentos foram feitos até que uma decisão final foi tomada e os trabalhos de revisão começaram.

Vou descrever aqui um pouco de como funciona o procedimento de publicação, e gostaria de dizer que fiquei extremamente contente com o trabalho da Editora Komedi, o Editor Sérgio Vale e toda equipe foram muito dedicados e fizeram um trabalho impecável.

Após enviado o original incia-se a primeira revisão. A "prova", como assim é chamada, é enviada a mim para eu verificar se tudo está nos conformes. Então ela vai e volta mais uma vez, para fechar a edição. É uma etapa muito importante, e nesse momento o autor não pode ter preguiça de reler toda obra para encontrar os erros, ou isso atrasa muito o trabalho da publicação. Fora isso é só esperar que tudo fique pronto. A editora normalmente faz os acordos de divulgação, distribuição, da noite de lançamento, fornece o champagne e até a impressão dos convites.

Meus quinze minutos de fama haviam chegado e eu os segurei da melhor maneira que pude. Comuniquei familiares, amigos e a mídia também foi contatada. A TVB veio fazer uma entrevista, que foi muito interessante (pena não ter passado na íntegra e eu também não tive a oportunidade de gravar). Saíram matérias nos jornais... Enfim, muitas coisas legais estavam acontecendo para me reanimar.

Lançamento na Livraria Cultura - Foto de Fabio Yamauti
Abaixo ficam as matérias que saíram nos jornais... Enquanto isso eu me preparo para a Parte 5 - Atirando para todo lado.

Diário do Povo
Correio Popular
ps - Acreditem, lá pelo início de 2009 eu vi - juro que vi - um monge franciscano andando pela rua mexendo em seu iPod!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

10 Anos de História - Parte 3 - Abraçando o Virtual

De 2005 para 2006 eu já havia escrito mais dois contos e retomava um grande projeto de 2001 - cuja ideia inicial veio de uma discussão para um trabalho de Introdução à Filosofia, virou um jogo de videogame abandonado pela metade para o RPGMaker - mas agora, na forma literária... Mas a essa altura eu já havia desistido de publicar qualquer coisa no mercado literário.

Dois dos meus contos preferidos eu terminei antes de 2007, são eles: "Video+Life", que é um tipo de conto de suspense, com elementos futurísticos e oníricos, que narra a obsessão de um rapaz com seu diário perdido e um reality show extremamente bizarro (entre outras coisas mais obscuras), e o outro é "Un Real", que conta a história de uma cédula desenhada por um grande pintor moribundo. É um tipo de humor ridículo e absurdo, que traz no fundo uma mensagem crítica.

Terminados estes contos, entre uma poesia e outra eu comecei a transformar em livro o jogo de videogame que eu sabia que nunca conseguiria terminar sozinho. Não foi (e não está sendo) uma tarefa fácil, conseguir traduzir a linguagem feita para jogos eletrônicos em páginas de um livro, tentando ao mesmo tempo ser fiel à ideia original, mas ainda ter a sensação de estar escrevendo um livro, e não apenas narrando algo que "aconteceria em um jogo". Até agora me lembro de estar escrevendo o primeiro paragrafo, ainda preso às imagens ao roteiro que eu mesmo havia criado no jogo, mas tentando ao máximo fazer uma adequação da linguagem e da narrativa.

Eu não quero entrar em muitos detalhes, e nem quero revelar o nome da história, pois ela ainda não está pronta, porém gostaria de adiantar que, assim como "A Canção do Mundo Caído", esta história ocorre no mesmo "universo" de Gêmeos.Virtuais e, por incrível que pareça, apesar dela ter surgido antes, não tive que fazer muito sacrifício para unir as pontas destas três histórias; as coisas foram se encaixando quase que naturalmente e, na verdade, me sobrou apenas o trabalho de conseguir colocar no papel.

Só gostaria de adicionar, para os curiosos, que este projeto (ainda em andamento) deverá possuir seis volumes, dos quais três já estão escritos. O primeiro tem o tamanho de Gêmeos.Virtuais, o segundo é um pouco menor e o terceiro tem o dobro do tamanho do segundo. Esse aumento foi proposital: antigamente eu escrevia quatro laudas por capítulo, era minha média, minha maneira de controlar o volume do trabalho final (não acho que devamos nos prender a isso, mas também não gosto muito quando vemos um livro onde um capítulo tem 10 páginas e o outro tem apenas uma, acho desmedido), porém, com o passar do tempo eu comecei ter a vontade de aprimorar minha habilidade de escrita, detalhar mais as cenas, saborear mais as palavras, então me determinei a escrever 8 páginas por lauda neste terceiro livro. Mas não vou me estender muito neste trabalho, pois já estaríamos entrando em 2007, e ainda estamos em 2005.

Pela primeira vez eu tentava um concurso. Enviei um original de "Godboy" para o "Prêmio Mário Quintana". Eu estava verto de que venceria, pois achava que o teor da minha obra era atrevido e original. Nesse meio tempo, algo novo aconteceu nessa minha vida de NERD: eu comecei a namorar. Também não quero entrar nos detalhes mas, pelo bem e pelo mal, essa relação mudou minha vida. Sofri muito, mas agradeço a Deus pela experiência, pelo aprendizado e pelos bons momentos - que infelizmente não pesaram o suficiente para manter a relação.

Neste período conflituoso eu a escrevi diversas poesias, mas quem já passou por um fim de relacionamento sabe o que é ter vontade de esquecer tudo; e cada palavra que eu dediquei a ela eu apaguei da existência. Não sobrou nenhum e-mail, nenhum arquivo, nenhum cd... E não me arrependo, apesar de saber que certamente foram as melhores poesias que eu já criei. Mas assim como uma mandala feita de areia, eu fiz questão de desmanchar todos versos e reafirmar a inconstância da vida.

No entanto minha produção em prosa decaiu muito... Eu já havia terminado o primeiro livro daquele grande projeto, havia começado o segundo, mas não conseguia dar continuidade. Por diversos motivos, a história que eu já havia pensado em 2001 se assemelhava com os eventos que iam se desenrolando na minha vida e isso me atormentava.

No início de 2006 eu participei da X Coletânea Komedi. Komedi é a editora onde trabalhava a minha irmã e pela primeira vez minhas palavras foram publicadas oficialmente. Escolhi 4 poesias e recebi um dúzia de exemplares para distribuir para os conhecidos. A experiência foi muito gratificante e eu aproveitei a oportunidade para divulgar o Gêmeos.Virtuais.

Após a negativa do concurso eu resolvi pegar meus livros e criar um selo independente, mas virtual! Abri uma página no extinto Geocities (da Yahoo!) e fundei o "Odacon137 - Selo Artesanal de Produções Literárias" (ou algo parecido). No site, que era leve para carregamento e tinha como imagem de fundo uma folha de papel amassada, havia uma explicação da minha ideia em publicar meus livros gratuitamente e minhas duas únicas obras completas a ponto de divulgar: "Gêmeos.Virtuais" e "Godboy - O Garoto Deus", ambas na íntegra, postadas em capítulos, para fácil navegação.

Na época eu estava completamente desiludido com o mercado literário e via como uma coisa negativa publicar meu livro e ter que acabar fazendo pessoas engoli-lo. Via-me competindo com autores de nome de modo que eu nunca encontraria meu espaço... Lembro-me até hoje de uma imagem que criei para meu selo independente: "Era como ter uma humilde barraca de artesanato em uma grande e complexa feira, seria difícil de encontra-la, mas aqueles que viessem a conseguir, talvez se sentissem satisfeitos com os produtos".

Enfim, precisei de quase 2 anos para digerir tudo isso e finalmente decidir publicar. É que eu nunca imaginaria que conseguiria economizar dinheiro para poder realizar este sonho por mim mesmo.

No final de 2006, eu já estava com essas duas obras registradas na biblioteca nacional, cuidava do meu "Selo" independente com carinho e terminava o segundo livro daquele projeto vagarosamente, mas 2007 e 2008 reservavam algumas outras surpresas para mim... Na parte 4, veremos: Tornando-se Real.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

10 Anos de História - Parte 2 - Uma Tiragem Independente

Nos meados de 2004 e 2005, depois da recusa de algumas editoras, eu resolvi fazer uma produção completamente independente do livro.

Comecei pela capa. Eu já tinha um desenho legal que eu havia feito, acho que mesmo antes de terminar de escrever o livro, porém ele era muito spoiler, ou seja, estragava o final do livro. Aí resolvi fazer um novo, que deixasse apenas sabores do conteúdo da história... Aí surgiu esta capa que vocês estão vendo e que quase acabou ficando para a edição final, mas o desenho se manteve.

Segui com a completa reedição do arquivo, sendo obrigado a duplicar cada página em tamanho A5 (metade de um A4) para conseguir espremer duas páginas em uma folha A4. Ficou confuso? Imagine para quem fez isso por uma centena de páginas. Duas capas, duas folhas de rosto, duas dedicatórias, duas numerações, etc, etc, etc.

Terminado o árduo trabalho ainda me faltava descobrir um lugar para fazer uma boa impressão para eu usar como original em fotocópias... Isso, eu pirateei meu próprio livro. Rá rá rá!

Lembro de ter feito uma mensagem inicial, de abertura, explicando um pouco sobre a obre e sobre o objetivo puramente cultural desta tiragem, de certo modo justificando o preço que a pessoa havia pago. Que não era pouco, por uma fotocópia, apesar de não ser muito para um livro.

Cada exemplar saia com um preço de custo de aproximadamente 8 reais, eu acredito, incluindo a encadernação. E, infelizmente, não eram todas as papelarias, (sim, papelarias... vai vendo como é o início da vida de autor) que tinham um acabamento legal  nos tons de cinza, no corte nem uma encadernação bem feita.

Eu cheguei a vender por 9 ou 10 reais, não me lembro mais. Talvez um pouco menos, e acho que cheguei a vender umas duas duzias. Mal lembro de quanto foi a primeira e a segunda tiragem... No total acho que não chegaram a 50.

Na época eu tinha receio que alguém tentasse piratear (a tiragem já autopirateada) do meu livro ou que alguns achassem um absurdo que eu cobrasse uma dezena de reais por uma fotocópia. Então, em minha mensagem de abertura no livro, eu fiz questão de explicar quais eram meus objetivos com aquele trabalho e que o preço era só pra cobrir os custos da tiragem (o que sobrava mal pagava o translado).

Primeiramente eu vendi algumas edições para meus amigos, colegas de trabalho... Depois, consegui deixar alguns exemplares até em bancas de jornal, mas acho que nenhum deles chegou a ser vendido assim.

Depois de um tempo, para melhorar a divulgação eu resolvi fazer uma degustação, um mini livrinho, em tamanho A6 (ou seja, metade da A5), contendo o primeiro capítulo, uma sinopse da obra e meus contatos.

Eu devo ter feito uma centena deles, ou mais, e deixei em livrarias, bascas e jornal, distribuía aos amigos, colegas e conhecidos e cheguei até a abordar pessoas em praças, perguntando: "Vocês gostam de ler?" e se a resposta era positiva eu entregava a versão mini. Depois isso acabou virando uma técnica comum de divulgação literária.

Foi uma época muito gostosa... A essa altura, muitas pessoas já comentavam sobre o livro, me elogiavam, me mandavam e-mails e por muito tempo eu permaneci com isso, não estava esperançoso de que um dia eu conseguiria publicar com uma editora e essa resposta inicial já foi satisfatória.

Mas nesse meio tempo, minha criatividade não me deixou em paz... Eu andava pelas ruas, nas idas e vindas do colégio em que eu trabalhava, matutando mil ideias que aos poucos foram se juntando...

E em 2005 eu já havia escrito mais 2 livros!

São eles Canção do Mundo Caído, que possui o dobro do tamanho de Gêmeos.Virtuais e pode ser considerado como sua "continuação espiritual" (ultimamente as gamehouses tem usado muito esse termo) e também um pequeno conto: Godboy - O Garoto Deus.

Ambos eram mais audaciosos, "Canção" por ter sido escrito na surpresa: eu não sabia o final do livro; era como se "o livro" estivesse me contando sua história e foi interessante também, pois o enredo não se passava em nosso mundo atual, mas em "um mundo só meu", no qual eu tive total liberdade para criar. E "Godboy", por ter sido uma tentativa de fazer uma "história dentro da história" cujo resultado me deixou muito satisfeito. Alguns amigos gostaram até mais deste do que de Gêmeos.Virtuais.

Sem contar que, desde final de 2002 eu escrevia constantemente em meu primeiro blog e vários micro contos e poesias haviam aparecido desde então. Eu definitivamente estava em minha fase áurea na literatura e nem imaginava que tipo de futuro eu teria nesse ramo por vezes tão ingrato.

Em meu próximo post veremos a Parte 3 - Abraçando o Virtual

sábado, 28 de setembro de 2013

10 Anos de História - Parte 1 - A Edição "Especial"

Há uns 10 anos, eu estava terminando de editar no Word essa Edição "Especial" de Gêmeos.Virtuais. Por que motivo chamava-se "Especial"? O que significa esta mão na capa? O que se manteve desde então?

Bom, hoje eu me sinto até meio idiota quando vejo este escrito: "Edição Especial" no rodapé. Na época eu acreditava que seria interessante escrever isso para me lembrar que esta era única da espécie, mas não que tivesse algo de realmente "ESPECIAL".

Eu lembro de ter enviado cópias deste original à editoras do país inteiro e se não me engano, é uma versão como esta que foi registrada na Biblioteca Nacional...

Em São Carlos eu lembro de ter ido visitar uma editora - cujo nome nem me lembro - e acredito que o editor, só de ver a mensagem "Edição Especial" na capa e esta mão torta já deve ter pensado: "Lá vem mais um daqueles entusiastas mistico-científicos trazer mais uma bomba pra mim". A primeira coisa que ele me perguntou foi: "Sua família é grande?"... Bom, para aqueles que não devem ter sacado a problemática, ele estava se referindo ao fato de que nós, escritores desconhecidos acabamos por dever uma grande parte do nosso sucesso ao apoio da família, tanto na divulgação como na compra dos exemplares em si. Eu não gostei muito do jeito que ele me recebeu; com um certo desdém, o que é frustante para um escritor iniciante, tímido e inseguro de sua própria habilidade literária.

Com o tempo, mais recusas foram aparecendo, até de uma editora cujo nome é muito parecido com o protagonista do livro (para não dizer praticamente igual), que era especialista em romances e novelas Sci-Fi (Ficção Científica). Era uma boa esperança que eu tinha, que também não se concretizou.

Olhando para o passado eu vejo que vários motivos possam ter sido determinantes nessas recusas e fica aí a dica para os aspirantes:

1. Apresente seu trabalho de maneira mais convencional, que não cause nenhum preconceito do avaliador. Isso vai cortar um árduo caminho... Infelizmente, acho que os editores acabam "julgando o livro pela capa"; eles tem muita coisa para avaliar e certamente não tem tempo de julgar seu trabalho como um todo. Devem ficar com a impressão inicial, das primeiras páginas... Por isso, seu livro tem que ser do tipo "amor à primeira vista".

2. Muitas das editoras nacionais tem mais interesse (financeiro) em publicar best-sellers internacionais, do que apostar num escritor "sem nome", por isso, não pense que eles não gostaram do que escreveu, não desanime, pense apenas que tem gente mais famosa na sua frente.

Ainda falando da capa, mas agora da "arte", se é que assim pode se dizer... Isso que vocês estão vendo é minha própria mão, esquerda, na verdade. Eu desenhei colocando-a sobre o papel e depois preenchendo a interior. É quase impossível notar nessa imagem pequena, mas em seu tamanho natural pode-se enxergar uma sigla I.A. na palma, do lado esquerdo.

Muita curiosidade é gerada por essa marca, pois ela faz parte da trama e o mais legal é um fato que eu só revelava aos mais próximos quando eles liam o livro e que agora publico a todos: Eu não inventei essa marca, eu a tenho! Sim... Aliás, essa marca foi um dos motes para escrever o livro. A passagem do livro em que Alef conta à sua amiga virtual Theo (Theodora) que ele possui essa marca em sua mão é praticamente uma reprodução da conversa que tive com Veridiana, uma grande amiga (também virtual) que foi a musa inspiradora de toda essa história.

Para os curiosos: eu e Veridiana somos apenas amigos, mesmo por que as musas não passam de seres divinos que vem trazer a luz inspiradora aos homens. Fora esse impulso inicial, ela não teve mais muita parte no desenvolvimento do enredo; ela sabia que eu escrevia sobre as ideias que havíamos trocado, mas, fora o primeiro capítulo, ela nem imaginava como estava o andar da carruagem. Logicamente eu queria muito fazer uma surpresa a ela, então, quando a "Edição Especial" ficou pronta, eu lhe enviei uma cópia sem que ela soubesse e sua mensagem após o recebimento foi: "Quase morri do coração!".

Desta edição, o que eu quis muito manter foi a fonte Westminster, que é típica de coisas relacionadas a computador e é muito parecida com a usada no título do filme D.A.R.Y.L, que me marcou a infância e foi forte influência para escrever Gêmeos.Virtuais. Também o layout do título e autor e os nomes dos capítulos eu mantive até a edição final.

Porém, tanto o conteúdo como a fonte do texto interno mudaram um pouco. Com o tempo muitas correções foram aparecendo, algumas coisas foram adicionadas e revisitando essa fase da história do meu primeiro livro eu me sinto satisfeito, porém não totalmente...

Eu vejo que na ânsia de terminar esse projeto (coisa que não era comum para mim: terminar projetos), eu acabei sendo um pouco desleixado com referências geopolíticas importantes e com termos e ideias que não desenvolvi nem esclareci ao leitor.

Hoje eu teria feito diferente, mas por um lado, eu fico contente de que eu tenha conseguido, mesmo depois de algumas alterações, manter a versão final bem próxima da inicial, o sabor de amadorismo, de inexperiência, de modo que em possíveis futuras publicações os leitores possam notar uma evolução da minha escrita (assim espero).

Também penso que seria um crime se, 5 anos após a primeira versão eu reescrevesse grande parte do livro, de modo que este, além de perder o clima original, também correria o risco de se tornar uma colcha de retalhos e ficar notável que partes foram recortadas e substituídas.

Outra consequência interessante é que, sendo ele de leitura simples e rápida, além de ser não cansar o leitor também encoraja escritores ainda "adormecidos" a publicar sua obra, pois poderiam notar que não precisam ser exageradamente exigentes com os requintes de sua escrita... Pelo menos, em sua primeira obra.

Termino aqui a primeira parte desta retrospectiva... Em breve teremos a Parte 2 - Uma Tiragem Independente.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

19 de Outubro: Comemoração 10 Anos de Gêmeos.Virtuais

Agora é Virtual! Digo... REAL!

No dia 19 de outubro de 2013, daqui aproximadamente 25 dias, ocorrerá um evento comemorativo de 10 anos desde que escrevi Gêmeos.Virtuais e 5 anos desde o seu lançamento.

O evento será na Biblioteca Pública Municipal de Campinas Prof. Ernesto Manoel Zink, às 15h30 com previsão de término às 18h.

Abaixo seguem as especificações o evento:
  • Todos os leitores que já possuem um exemplar, considerem-se convidados a participar.
  • Aqueles que ainda não possuem um exemplar, confirmam sua presença no evento adquirindo um exemplar em uma das seguintes formas:
    • R$10 Para exemplar comprado individualmente
    • R$15 Para 2 exemplares adquiridos na mesma compra
    • Aceita-se troca por um livro de mesmo porte de Gêmeos.Virtuais (tamanho A5 com média de 120 páginas, ou equivalente) a ser posteriormente doado à Coordenadoria Setorial de Bibliotecas de Campinas.
  • Programação
    • Breve apresentação do Livro Gêmeos.Virtuais
    • Vendas e Trocas de Exemplares
    • Leitura Interpretada de um Capítulo
    • Momento para Autógrafos
    • Anúncio das Novidades
    • Doação dos Livros Arrecadados



Os interessados, favor preencher esta breve inscrição, para que os preparativos do evento sejam feitos nos conformes:

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Outubro, um Duplo Aniversário para os Gêmeos.Virtuais!

Lançamento do Gêmeos.Virtuais / 2008


Olá gente,

Este post é rápido! É só pra comunicar que esses tempos eu decidi fazer um evento, uma festa, digamos assim, para comemorar os 5 anos de lançamento do livro e os 10 anos desde que o escrevi!



Sim!

O evento ainda está em fase de organização, já tenho uma data para a 3ª semana de outubro, mas vou deixar a divulgação da data exata para depois, quando tudo estiver confirmado.

Só posso dizer que mais uma vez estou contando com a colaboração de pessoas magníficas, que sempre me deram apoio incondicional na minha empreitada literária!

Quando eu tiver mais detalhes, eu divulgarei!

Enquanto isso, vão guardando aí o 3º fim de semana de outubro!

Um grande abraço a todos e boa noite!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

3 Aniversários em um Ano

Este ano eu fiz 36 anos em maio, mais não é o único aniversário que vou festejar... Em 2013 se completam 5 anos desde o lançamento de Gêmeos.Virtuais, em 16 de outubro de 2008 e mais(!): O livro completa (por volta deste mês) 10 anos de existência!

Antes de começar a dissertar, algumas curiosidades:

1. Lembrei-me apenas hoje deste interessante fato, que meu livro está fazendo 2 aniversários importantes. Eu nem havia me atinado para isso nos anos anteriores, digo, eu nunca havia pensado: "Ah, não vejo a hora de chegar 2013, meu livro vai estar fazendo 5/10 anos!"

2. Eu uso um site chamado "morguefile.com" para pegar imagens livres para uso, e ao digitar "birthday cake" apareceu logo de cara este, com o número 36, que é minha idade!

Enfim, dando continuidade ao que interessa, coincidência ou não, este ano parece ser promissor para o livro, com uma palestra já realizada e duas, ou talvez três... Quem sabe, quatro, a serem agendadas! Tudo depende das boas almas que tem me ajudado nesses últimos tempos, vale citar:

- Rosângela Reis, Coordenadora Setorial da Biblioteca. Ela não apenas me convidou para os dois Festivais da Leitura de Campinas, como também me convidou para participar de uma coletânea de textos e poesias, acompanhadas de fotos de Campinas!

- Adriana Ruiz, que está me dando uma força incrível com vários contatos aparecendo!

- Pessoal da Base Estelar que já me recebeu duas vezes, sempre com muita atenção.

Entre outros cito também meu Pai, Alcínio Daher, que conseguiu agendar uma palestra em sua escola (Alves Aranha, Valinhos), Profa. Francisca Lucena, que agendou uma palestra na FITEL e também à Regina Michelinim que conseguiu me encaixar como palestrante durante a Semana de Estudos do Poli-Bentinho.

Fora tantos outros amigos, parentes e familiares que não tenho nem como começar a nomear aqui, ou não terminarei nunca de escrever este post!

Gêmeos.Virtuais já está a 10 anos em minha vida.

Vai e volta, sempre me fazendo repensar sobre tantas coisas... Arte, Educação, Cultura, Mídia etc.

Com todas essas ideias em minha cabeça, já comecei a estruturar minha nova palestra, agora já bem mais amadurecida, que terá seu foco principal na "Aprendizagem do Escritor".

O que eu aprendi com Gêmeos.Virtuais em todos esses 10 anos de Existência incluindo os 5 anos de Lançamento?

Nem eu ainda consigo discriminar em minha mente, pois a história de Gêmeos.Virtuais não parou na última página...

Como enredo, o universo "dos Gêmeos" continua em outras histórias que fui escrevendo, escrevendo até me esgotar completamente... Até perceber que eu já não tinha mais palavras para continuar tentando ser original, minhas ideias já não tinham como ser canalizadas, como se transformar em letras, palavras e frases...

Fora isso, como é de se esperar, vários dos conceitos alegorizados na trama do livro, na verdade eu alimento dentro de mim baseados em sérios princípios que acredito estarem relacionados com a "Vida, com o Universo e Tudo Mais", como diria Adams (Douglas).

Neste ano eu espero conseguir consolidar com o trabalho dessa palestra meus objetivos na escrita e preparar o campo para voltar a escrever...

E, se as Forças Cósmicas assim permitirem, quem sabe eu consigo publicar as outras partes da história?

Um grande abraço a todos!

E tenham uma ótima semana!

Liberdade de Silêncio

De acordo com meu computador são 23:49, surpreendentemente, de acordo com meu celular também. Meu relógio cúbico da sala (eu adoro coisas cúbicas) diz que são 23:50 e o da cozinha eu não consigo ver de onde estou... Mas aquele minuto já passou.

Iniciei este post me prometendo que em 10min eu estaria na cama, pois amanhã mais uma semana de trabalho se inicia, entretanto, eu gostaria de poder expressar algumas coisas sobre sensações desagradáveis que tive esta semana quanto à minha forma de expressão e a resposta dos outros.

Infelizmente não poderei (e nem quero) ser específico, pois isso envolveria outras pessoas, mas tudo que gostaria de expressar no momento é:

- Não gostaria mais de sentir a necessidade de expressar certas coisas que penso sobre mim, sobre o mundo e sobre o que (acho que) as pessoas pensam.

- Acho que a Liberdade de Expressão através das redes sociais acabou se tornando uma maneira fácil de iludir as pessoas de que elas estão tendo alguma influência no que realmente importa para o desenvolvimento da humanidade. Nos enganaram direitinho, a Liberdade de Expressão, virou a mercadoria mais valiosa da atualidade.

- Gostaria de poder acreditar que não são poucas as pessoas que compartilham da minha visão de mundo.

- Gostaria que meu jeito de pensar não parecesse ofensivo para certas pessoas, por mais que minhas ideias normalmente girem em torno da educação e da paz, apesar de meu temperamento às vezes ser um pouco instável (ninguém é perfeito).

- Gostaria de nesses 2min que me restam para este post, ter uma frase definitiva que fizesse alguma diferença dentro deste oceano de informações.

Desejo uma ótima semana a todos!

(E que no silêncio sejamos mais bem compreendidos)

sábado, 8 de junho de 2013

Atualização no Evento Sci-Fi

Pessoal, o evento foi muito legal, infelizmente não deu muito quórum, mas o pessoal que foi pode participar bastante e isso é muito positivo, é uma experiência mais próxima entre participantes e os apresentadores.

Logo que eu tiver fotos eu compartilho, mas já deixo com vocês minha amostra da palestra sobre literatura que eu apresentei, e que vem já com um "teaser" da nova palestra que estou preparando.

Conheci muita gente legal, e mais uma vez agradeço todos que me apoiaram na divulgação da palestra, principalmente Adriana Ruiz, que está sempre lembrando de mim quando surgem estes eventos! Grande beijo!


domingo, 2 de junho de 2013

Gêmeos.Virtuais em sua 2ª convenção Sci-Fi








No dia 8 de junho, próximo sábado, ocorre um evento voltado à Ficção Científica na Biblioteca Municipal de Campinas, no qual terei uma rápida participação para falar um pouco sobre meu livro e a importância da literatura.

Segue a programação:



***Convenção de Ficção Científica – Dia 08/06/2013***

10h00 Clip abertura
10h20 Filme - Battlestar Galactica - Blood and Chome
12h00 Almoço
13h00 Retorno do Almoço/ Atividade com o publico
13h20 Episodio de Star Trek - Voyager – Deadlock – 2º ano

14h00 Grupo de Teatro Zona Neutra
15h20 Apresentação dos Grupos Presentes
                 (Neste espaço ocorre minha participação)
15h55 Episodio de Star Trek - DS9 – Q-Less 1º ano

16h40 Debate ST-Voyager x ST-Ds9

Mais informações: https://www.facebook.com/BaseEstelarCampinas

Exemplares de Gêmeos.Virtuais estarão à venda para os interessados.

Aguardo vocês lá!