domingo, 17 de dezembro de 2017

RUBRONEGRO: Star Wars The Last Jedi x Twin Peaks The Return (Dois Episódios 8 de Tirar o Fôlego) - SPOILERS

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 Tentarei ser breve... Mas provavelmente não vou conseguir. Aqui tentarei escrever sobre duas séries que tem suas raízes na minha adolescência e no meu nascimento e conseguem por si só, desde sua criação dizer mais sobre o mundo objetivo e subjetivo que qualquer outra série de filmes e TV pelas quais eu me interessei.

Star Wars nasceu (foi lançado) 3 dias após meu nascimento, sim, em 77... Neste ano, junto com Star Wars completo 40 anos. E isso para mim sempre foi um tipo de honra sem sentido. George Lucas conseguiu me fazer querer ser Luke, depois ter medo de ser muito parecido com Anakin, então a Disney me fez olhar para SW como um velho olha para a juventude, às vezes com desprezo, às vezes com condescendência.

Twin Peaks apareceu nos anos 90, mas eu era jovem o suficiente para minha mãe não deixar eu assistir. Ainda bem! Pois nos anos 2000, quando assisti "Fire Walk With Me" que eu notei que realmente era perturbador demais para um adolescente ter contato. Apenas em 2007, mais ou menos, criei coragem para devorar as duas temporadas e, surpreendentemente, 10 anos depois, ter a melhor experiência televisiva do milênio (até então): The Return.

Acordei no meio da noite sem conseguir pensar em nada além de Last Jedi, que já invadia também meus sonhos. Sonhos... Tema central em Twin Peaks. A segunda visão de Rey. Laura Dern com cabelo azul, "Diane" como Almirante de Star Wars... O tema rubronegro estampado nos posters, obrigatoriamente utilizado em TP, por causa da "Sala Vermelha" ou "Black Lodge" (Loja Preta, em tradução livre), mas permeando TLJ em vários momentos, como no salão vermelho, de Snoke.

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Não sei o quanto de Twin Peaks há em Star Wars e vice-versa... Mas sempre achei Dale Cooper muito parecido com Luke Skywalker. E este "novo" Luke está muito parecido com o "novo" Coop. Ambos velhos, transformados em algo não tão desejado em sua jornada através da Força ou da Loja. Ambos com a sensação de que falharam em sua missão. Ambos presos por décadas em um ambiente isolado e quase inóspito. Ambos perdidos no tempo e espaço.


Os dois filmes abrem espaço para uma nova geração, pavimentam o caminho através do contato e da troca entre o velho e o novo, a tocha é passada... Em cada "série" com um ritmo diferente. Mas em ambos de um homem para uma mulher: Luke passa a tocha para Rey e Coop (mesmo que à distância) passa a tocha para Tammy.

Já estou maduro o suficiente para entender que nenhum outro SW vai conseguir vencer "Império Contra-Ataca". PONTO. É uma missão impossível e desnecessária. Qualquer esforço será baldado. De forma semelhante penso sobre The Return frente à série original de TP. Também já sou grandinho o suficiente para saber que nossos antigos heróis se foram ou estão prestes a ir. E também sou adulto o suficiente para conseguir notar os vieses políticos que permeiam as produções de Hollywood, e assim sou capaz de separar os grãos podres antes de consumir.

O que eu não gostei em Twin Peaks: The Return?

Foi uma coisa que também não gostei em episódio 8: muitas coisas tiveram sua explicação ignorada ou tocadas apenas na superfície. Isso é um pouco frustrante. De resto, como já disse... Foi a melhor série de TV de 2017, talvez de todos os tempos.

O que eu não gostei em Star Wars: The Last Jedi?

Fora o que eu já citei acima, foi o ritmo acelerado (típico dos filmes de hoje em dia) completamente oposto a TP The Return (letárgico, quase hipnotizante). Não gostei de algumas piadas (feitas às vezes com o mais profundo desprezo pelo clima do filme ou pelo legado da série). Ainda nessa temática, achei o filme muito "autoconsciente", Rey praticamente dá uma de Dead Pool em alguns momentos. E acredito que é praticamente isso...

O que eu gostei nos dois?

A história, o enredo, quase originais, prestando muita homenagem às seus antecessores, mas com liberdade o suficiente para ousar, em TP um pouco mais que SW. A trilha sonora, usada de forma precisa e maestral em ambos, de forma marcante. A capacidade de me fazer ficar preso à cadeira e querer mais...

Agora, e os episódios 8? Qual é a relação entre TP e SW?

Por algum motivo, além da presença de Laura Dern, TLJ me lembrou muito Twin Peaks, principalmente na conexão entre personagens Rey e Ren, na segunda visão de Rey (a do espelho - completamente iniciática), a sala vermelha, a força das imagens, a linha não tão definida entre bem e mal, lado negro e luminoso, "black lodge" e "light lodge". SW Rebels vem nos preparando para isso, fico feliz em estar acompanhando. Coop usa os recursos de ambas as "Lojas" para cumprir sua missão, enquanto Luke é tentado pelo lado negro para evitar que outro Vader surgisse e acaba criando-o, mas Rey e Ren parecem navegar entre os dois lados com mais autonomia que os antigos Jedi... Enfim. Algo me fez pensar que o trabalho de David Lynch teria influenciado de alguma forma Rian Johnson. O que provavelmente é impossível, visto que TP foi lançado após o término das filmagens de TLJ, mas talvez não de sua pós-produção e edição final.

Para finalizar, ambos episódios 8 tocam na explicação do surgimento de uma figura feminina, uma de modo mais místico, e outra de modo mais mundano, porém, ambas para antagonizar um lado negativo, para trazer equilíbrio. Ambos mostram um personagem maldito sendo "vingado" por seres da escuridão, após a sua morte. Ambos tocam na crueldade ocorrida em determinado momento no passado que determinam como será trilhado o futuro.

Mas é provável que estes episódios oitos sejam lembrados também pelas mais hipnotizantes cenas de explosão a nível atômico / relativístico que o cinema já produziu.

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Vos deixo aqui, com minha mais sincera gratidão à David Lynch e Rian Johnson, que conseguiram trazer estas incríveis experiências cinematográficas em um mesmo ano. E também a George Lucas, que permitiu que a Disney continuasse seu legado, talvez não como em sua visão original, mas com respeito suficiente para cativar alguns antigos fãs.

Até mais e...

Que a Força esteja com Vocês, pois Vivemos Dentro de um Sonho.

domingo, 11 de setembro de 2016

XII Convenção de Ficção Científica - set/16 - Fotos

Boa tarde, queridos leitores!

Seguem algumas fotos do evento... Em breve disponibilizarei o vídeo do sensacional Bate-Papo sobe Asimov e "Eu, Robô".

Vários foram contemplados com exemplares de Gêmeos.Virtuais nos sorteios e outros fizera questão de adquirir seu exemplar. Foi uma tarde com vários autógrafos e ávidos leitores!

Acredito que foi a convenção com mais participantes que eu já estive! Agradeço a todos os integrantes da Base, Leo, Walmir e Adriana Ruiz, com quem dividi este espaço cultural... Obrigado também a todos o público!













terça-feira, 8 de março de 2016

O Buraco nas Bermudas - Publicando na ISSUU na XCFC da Base Estelar / Campinas

Olá, queridos leitores!

O evento foi uma maravilha... Dr. Who, Star Trek...

O Bate-Papo com Adriana Ruiz, foi incrível! Muito melhor do que eu imaginava.

Ela apresentou sobre "Vinte Mil Léguas Submarinas" e eu fiz alguns comentários, tudo foi filmado, e logo estará online.

Logo em seguida fiz minha breve apresentação sobre como foi a experiência de publicar na ISSUU.com, cujas impressões seguem no vídeo abaixo:


E depois de tudo, teve mais sorteios, e eu fui felicitado com estes magníficos prêmios abaixo!!

Adriana me entrega os prêmios:
Camiseta Novo Storm Tropper, HQ Star Wars e Exemplar de Perry Rodan

Mais uma vez agradeço a Adriana Ruiz, Walmir Martins, e todos os envolvidos na organização de mais prolífico evento Sci-Fi da Base Estelar. Parabéns!

sexta-feira, 4 de março de 2016

Mais um Evento Sci-Fi na Biblio Central, Campinas!

Fala minha gente!


No próximo evento que farei parte, terei uma breve participação, comentando a apresentação da minha amiga, Adriana Ruiz, sobre a magnífica obra 20.000 Léguas Submarinas e apresentando um pouco sobre meu último conto, "O Buraco nas Bermudas" e como é publicar na ISSUU.com.

Participem!

20000_leguas_07.jpg

Links:

http://www.campinas.com.br/eventos/2016/03/biblioteca-sedia-a-10a-convencao-de-ficcao-cientifica-do-grupo-base-estelar-campinas

http://lalaruiz.com.br/2016/03/fas-de-ficcao-cientifica-realizam-convencao-em-biblioteca-de-campinas/

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

7 Ameaças Fantasmas sobre o Despertar da Força - Possível SPOILER - ATUALIZADO


(Partes Adicionadas entre Parênteses e em Negrito)



Queridos Leitores...

Star Wars ep. VII parece já estar rodando por aí, por vias oficiais e clandestinas...

Mas eu, como fã de (quase) carteirinha, vou esperar arduamente até sexta-feira.
(Já é domingo, e chegou a hora de atualizar este post...)

Mas gostaria de deixar minhas expectativas e medos quanto ao filme.

ALERTA: Eu ainda não vi o filme (agora já vi), mas como eu vou dar minhas impressões, pode ser q elas se confirmem (algumas se confirmaram)... Não quero ninguém me acusando de spoiler.

1. OS MEDOS:

Estou tendendo a acreditar que mesmo o filme sendo bom, não vou gostar. Por vários motivos:
     a. Vão fazer um esforço tão grande para agradar os fãs que vai ficar forçado. (Confere, isso realmente aconteceu em algumas partes. Não diria que ficou forçado, mas não precisava de tanto fan service)
     b. Vão apresentar uma série de personagens (e narrativa/enredo) com os quais não vamos conseguir nos identificar. (Não confere de todo, os personagens são atraentes, e consegui me identificar tanto com Finn como com Kylo)
     c. Não consigo ver uma outra história Star Wars para ser contada, que o universo expandido já não tenha feito igual ou melhor. (Não confere. Conheço poucas história do U.E. para comparar, mas acho que esta nova "linha temporal" tem seu charme, uma boa nova história a ser contada)
     d. Tenho medo que o filme se torne um Star Wars genérico, que funcionaria como HQ, como série animada... Mas não como filme. (Não confere de todo... É difícil ainda lidar com a ideia de que fui até o cinema e vi atores clássicos de Star Wars em um enredo original depois de uma espera de 25 anos)
     e. Que se torne uma caricatura muito séria de um Star Wars. Que vomite para nós o que nós, os fãs, buscamos compreender nas entrelinhas, na mitologia da série. (Confere. Alguns momentos são extremamente caricatos. O filme é um "Frankenstein" de Star Wars. Recortes de todos os outros filmes da trilogia 4-5-6 unidos para fazer um filme novo, com um enredo que é quase um remake do ep.IV)
     f. Que afunde na sombra de Mad Max Fury Road assim como ep. 1 afundou na sombra de Matrix. (Confere. Mad Max é muito mais filme, e tem mais gente falando sobre isso. Leiam: Post de Roberto Sadovski)

2. O VILÃO:

Antes mesmo do boato sobre Kylo, eu pensei. Lógico, ele é Luke... Só pode, quem mais teria vínculos com Vader a ponto de tentar terminar seu trabalho? Mas fico muito mais contente se não for ele, ou se os motivos forem muito bem engendrados. (Prefiro não dizer nada sobre, assista e verá)

3. O ENREDO:

     a. O tema do enredo: Só vejo uma maneira de gostar desta nova história: se ela dialogar com o fã adulto de Star Wars. Desculpem-me os fãs mais jovens, mas se este filme não tiver um roteiro que tenha amadurecido comigo, não vou conseguir gostar... Por melhor que seja. E tem que passar no teste do tempo. O Império Contra Ataca e uma parte de "Jedi" amadureceram comigo. Coisas que me tocavam quando eu era criança que ainda me assombram e coisas que nunca dei importância e hoje me fazem chorar, como a morte de Yoda. (Não confere de todo. O Filme tem um misto de coisas para os antigos e para os jovens fãs. Acho que foi o melhor approach comercial)
     b. O enredo em si. Eu acredito que Kylo/Luke viu o fim do império se transformar de uma era de ouro em um caos. Viu os governantes serem substituídos por outros corruptos e decidiu se virar contra os próprios rebeldes, seus filhos, legado etc., reunindo o pior pesadelo dos rebeldes... Os soldados imperiais em uma nova ordem.  (Prefiro não dizer nada sobre, assista e verá)

4. OS PERSONAGENS:

O que vai acontecer com cada um dos personagens durante a história não me interessa especular... Uns dizem que Chewe morre, por causa da cena de Leia chorando. Eu acho que pode ser qualquer outro motivo, mas poderia ser por descobrir que Kylo é Luke.  (Prefiro não dizer nada sobre, assista e verá)

5. UM HERÓI:

Acho que a única chance de eu me identificar com alguém é com o tal Finn. Um aparente representante da minha geração. Uma geração que foi criada para ser o futuro do país, do mundo, e hoje se vê perdida, de mãos atadas, querendo lutar exatamente contra tudo que um dia acreditava. (Confere)

6. A CÓPIA:

Este filme não pode ser uma cópia do ep. 4 assim como aconteceu com o ep. 1. Se isso acontecer, tem que ser muito bem feito, ou será um tiro no pé. (Confere. Foi bem feito... Não muito bem feito. Eu tiraria apenas um elemento - Starkiller, e o filme ficaria perfeito)

7. AS PIADAS:

Espero que não passem o filme inteiro fazendo piadas com "Han Shoot first" ou com os deslizes da trilogia 1-2-3. (Confere. Muitas piadinhas foram feitas, como a dos "parsecs". Mas acho que esta é a única que se destaca como auto-sátira, as outras são boas)

Enfim...

O que mais quero... É sentir no cinema que de certo modo este filme me levará de volta no tempo, me fazer esquecer todas as minhas expectativas e exigências, que me faça sentir como criança, pensar como criança, mas deixar impressões que o adulto em mim possa valorizar e analisar. Em suma, quero sentir que estou assistindo um Star Wars. (Quase confere... Ainda não consegui digerir o filme. Preciso ver novamente)

Agradeço a quem leu até aqui...

E que a Força esteja com vocês!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

O Buraco nas Bermudas - Depois do Lançamento...

Bom dia, meus queridos leitores,

O conto já alcançou por volta de 50 leituras! Obrigado a todos pelo apoio!

Segue a versão incorporada para quem ainda não leu... Abraços, e boa leitura ;)


sábado, 10 de outubro de 2015

O Buraco nas Bermudas (Atualização 3)

Bom dia, meus queridos leitores!

A editoração do conto está quase pronta... Foi bem mais fácil do que eu imaginava. Agora faltam apenas alguns retoques finais.

Diferente do que fiz outras vezes, resolvi utilizar o editor de apresentações do Google, em vez de usar o editor de textos, como fiz para outras publicações que postei no ISSUU. Motivos:

1. Também pode ser baixado em PDF.
2. Tenho controle total dos módulos de texto, títulos e imagens que insiro no texto, podendo aumentar, diminuir, sobrepor como bem entender, o que não é possível no editor de textos.
3. Determinado o que vai em cada página, as alterações feitas não interferem nas páginas seguintes, pois são independentes. Diferente de editores de texto, que qualquer alteração de parágrafo começa a jogar textos para a página seguinte ou locais indesejados.
4. Posso adicionar imagens de fundo em páginas de texto (ainda não sei se utilizarei este recurso).
5. Mais importante: não existe margens pré-definidas, assim, eu pude aumentar a imagem da capa de modo a ocupar todo canvas (área da página), o que não é possível no editor de textos (confiram em outras edições minhas no ISSUU, que eu não sabia disso, então a capa fica um pouco reduzida, deixando margens brancas).

Então, na reta final para o lançamento... Espero que estejam ansiosos para conhecer meu trabalho. É um texto curto, mas acredito que vai despertar curiosidade e interesse pela ciência envolvida!

Um grande abraço a todos! Bom fim de semana, bom feriado! Feliz Dia das Crianças, Feliz Dia dos Professores e tudo mais!

ps - também fiz uma leve alteração na capa, não sei se conseguem notar, mas o mar está menos azulado, contando com o reflexo do céu, para dar um maior realismo.