segunda-feira, 31 de agosto de 2015

REVIEW - GOTHAM: Série VS HQ

Batman... Provavelmente um dos heróis preferidos de todo menino... Este aí ao lado, com Adam West, foi o seriado que eu assisti quando criança e o primeiro contato que tive com o herói, provavelmente...

Desde então, desenhos, filmes e séries sobre o herói nunca deixaram de aparecer... E recentemente, estreou GOTHAM.

Ah, os benditos Pré-quels... Não sei de onde veio esta febre toda! Até eu fui pego por ela (quando escrevi sobre a infância de Alef). Eles podem falhar miseravelmente, como o famigerado Star Wars - Episódio 1, ou podem se tornar incríveis e memoráveis como... Como... Ãh... Como... Existe algum pré-quel bom??? Se sim, por favor, refresquem a minha memória.

Hoje vamos contemplar a série GOTHAM e as HQ's do Batman, fazendo uma comparação e dando uma olhada no caminho que está trilhando Bruce Wayne... Ou James Gordon, se preferir.

A HQ

O Batman surgiu na revista Detetive Comics (que deu origem À editora DC) e não demorou para que ele ganhasse seu próprio periódico.

A história do rapaz que perde seus pais em um latrocínio é conhecida mundialmente e de lá pra cá o desejo que cresceu dentro do garoto de "limpar" as ruas de Gotham foi rivalizado por diversos vilões, desde os mais comuns, como capangas e chefes de contrabando, como figuras excêntricas, como o Espantalho e o Cara de Barro.

Na minha visão, as duas maiores marcas da série são: a NOITE e a LOUCURA. Veja que, qualquer boa história do Batman ocorre quase 90% durante a noite e normalmente brinca com a ideia de loucura: Quem é mais louco? O Coringa ou o Homem-Morcego?

Para mim esta é a definição de uma boa história que envolve o Cavaleiro das Trevas (ou simplesmente Cavaleiro Negro, como nos contos medievais).

Já li uma porção de HQ's do herói, são poucas as que não gostei e as que mais me interessaram sempre foram as que mexem com essa ideia de Noite e Loucura.

A SÉRIE


Então surge Gotham... Demorei praticamente um ano para assistir (pois estava aguardando o anjo Netflix trazer pra mim), confesso não ter me sentido muito interessado, mas pelos trailers parecia ser, no mínimo, bem produzida.

Ok, quando a isso não tenho o que reclamar.

Mas, não vou demorar muito para dizer e me perdoem os fãs, por favor:

GOTHAM é uma série péssima!

E vou listar os motivos (pessoais):

  1. Você tem a impressão de estar assistindo "Law and Order" em Gothan.
  2. Tem uma série de personagens que não lhe interessam nem um pouco.
  3. Força-se a inserção prematura de personagens clássicos como Charada, Hera Venenosa, Mulher-Gato e Joker (provavelmente), só para justificar o nome da série
  4. O personagem Bullock é inconsistente demais: em apenas um episódio ele muda de personalidade umas 3 vezes.
  5. A trama envolvendo a morte dos Wayne não convence de jeito nenhum e não parece realmente importante resolvê-la.
  6. O tal Falcone (chefão do crime) é o King Pin (de Demolidor) com outra "skin".
  7. A primeira impressão que tive é que Gotham é como Black Sabbath sem o Ozzy.
  8. Me lembra muito (de uma maneira ruim) os Batman do Nolan (para mim, as 3 manchas na carreira impecável dele).
  9. Tem muitas cenas de dia.
  10. Toca apenas no dedo mindinho da loucura.
Enfim, uma vergonha.

Evite assistir, ou não espere algo soturno e misterioso; é uma série de policiais fazendo cosplay de série de Batman.

Lembrem-se que esta é apenas a minha opinião, fundamentada apenas nos meus gostos, não significa que a série tem ou não um real valor ou mensagem a passar.

É isso, queridos leitores! Tenham uma ótima semana!!!

ps - e assistam a Demolidor, é infinitamente melhor!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

REVIEW - Sob a Redoma (Under the Dome): Livro VS Série de TV


 

Olá, queridos leitores!

Venho com mais um comentário sobre obras, que agora pretendo deixar mais frequentes aqui no blog.

Desta vez teremos a interessante história de Sob a Redoma, do famoso Stephen King!

Tive meu primeiro contato com a história através do filme dos Simpsons, que utilizou o sucesso do livro como mote para o enredo.

Mas até então, eu não sabia se era uma série, um filme ou um livro. Até que, neste mesmo ano, a primeira e segunda temporadas apareceram na Netflix e assisti tudo em pouco tempo, me deixando extremamente curioso para saber como iria terminar, porém... A terceira temporada ainda está se iniciando, portanto, vai demorar um pouco até que eu possa assistí-la.

Por causa disso, decidi comprar o livro e ver logo como esta história termina... E aqui, mesmo sem ter terminado a leitura, vou deixar minhas impressões para que vocês possam decidir se vale a pena ou não assistir à série ou ler o livro, e o quanto a adaptação foi fiel à trama original.

O LIVRO

Quarta Capa, Dorso e Primeira Capa do Livro (Edição: SUMA das Letras)

O livro começa promissor, com um mapa de Chester's Mill, a pequena cidade (ainda menor e mais provinciana que Springfield, eu diria) "vítima" desta redoma (de origem desconhecida que isola a cidade do mundo) e com os nomes dos personagens mais importantes para a trama.

Eu não recomendo o livro para aqueles de estômago fraco, como a grande maioria das obras do King, ele não tem o menor dó de seus personagens e os trucida cruelmente, muito antes que você possa conhecê-los melhor. Ou pior, quando você está se acostumando com eles (mesmo os mais malditos) ele os mata da forma mais grotesca possível.

À primeira vista eu diria que o livro se desenrola muito lentamente, o que pode desanimar alguns leitores, porém, o que acontece é que o prazer está não em realmente saber o que vai acontecer, mas sim em se deliciar e saborear cada acontecimento, que por menor que possa parecer, ganha importância, ao se colocar na posição dos personagens...

RESUMINDO: O Livro é abastado, detalhado e com descrições no mínimo inteligentes das imagens criadas para a narrativa. A transformação da história é homeopática, e você não sente um choque nas atitudes dos personagens, sendo eles coerentemente previsíveis (até certo ponto), mas vejam isto pelo lado positivo. Estou na metade do livro, e ainda não tenho ideia do que é ou pode ter criado ou causado esta redoma. E você sente a mesma tortura que os personagens do livro devem sentir, de demorar a descobrir a causa e se ela vai ou não sumir. É um livro que já nasce CULT. NOTA: 8,0

A SÉRIE

Imagem promocional da Série (Canal CBS)

A Série de TV segue a mesma ideia principal, mas a maior diferença está no ritmo da história e nos personagens.

Iniciando-se um tanto sanguinária, esta tendência diminui drásticamente, salvo alguns raros momentos, pois acredito que o objetivo da série é alcançar um grande número de telespectadores e não apenas um nicho ligado em Sci-Fi; aumentando-se o grau de violência, diminui-se a gama de interessados, sendo que menos pessoas se deleitam com a violência. Mesmo os horários de exibição passam a ser mais restritos.

E isso não se estendeu apenas à evitar cenas de violência: acontecimentos chave na trama do livro foram completamente substituídos, por exemplo: transformando psicopatas assassinos à sangue frio pervertidos em personagens perturbados que aos poucos vão se transformando em heróis! Até agora, uma mudança completa na direção do destino do personagem! E outros, que deveriam ter sumido logo cedo na história, não apenas continuaram vivos na série, como também tiveram um papel importantíssimo e até se tornaram parentes de outros personagens.

Falando agora do ritmo, no livro o foco não está nos desafios a se enfrentar, apesar de que se pode facilmente dividir o livro assim, mas a série explora cada pequena possibilidade de problema, tornando-a o tema de cada episódio; consolidando-a como uma sequência de vários eventos interligados, mas narrativamente fechados em si; característica das séries de TV.

RESUMINDO: A Série pode, à primeira vista, parecer mais atraente e prazerosa de se acompanhar, principalmente por causa do ritmo mais agitado, mas mesmo sem conhecer a história do livro se notam nuances que causam um certo desconforto por paulatinamente irem revelando (mesmo que sem querer) as incoerências da trama (televisiva). Eu tive a nítida sensação de que algo não se encaixava nas atitudes de certos personagens, mas dada a característica cíclica de séries de TV, eles foram obrigados (acredito) a abrir mão da coerência, para poder recontar a história do livro de uma outra perspectiva, mais POP. NOTA: 6,5

COMPARAÇÃO FINAL

Livro:

  • Ritmo mais lento
  • Ao se acostumar fica saboroso
  • Extremamente violento
  • Foco no ser humano não nos acontecimentos
  • Personagens coerentes
  • Explicações científicas e técnicas na medida certa

Série
  • Ritmo frenético
  • Prende sua atenção
  • Menos violenta
  • Foco nos desafios e não nas pessoas
  • Personagens completamente transformados e inéditos
  • Personagens (às vezes muito) incoerentes
  • Excesso de "tecnobobagem" (technocrap)

sábado, 8 de agosto de 2015

O Buraco nas Bermudas (Atualização 1)

Boa tarde, queridos leitores!

Hoje venho apenas comunicar que a primeira revisão do conto "O Buraco nas Bermudas" já terminou.

Agora Aline Daher (editora) e Amanda (ilustradora) vão ter acesso ao texto para lerem e fazerem suas contribuições. Ambas retornam como colaboradoras após terem participado também de "Godboy: O Garoto Deus".

Sobre a primeira revisão, gostaria de adicionar que fiquei muito contente com o que escrevi, acho que é um conto muito apropriado para ser lançado neste momento e em meio virtual, embora não pude deixar de fazer já algumas correções e também algumas alterações para melhorar o entendimento. Também adicionei algumas coisas novas para enriquecer a leitura. Aguardem! Logo estará online!