quarta-feira, 28 de março de 2012

Pouco mais de 5min de "update"

Âmbar (ou Élektron)
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Eu queria postar algo breve e acabei abrindo a amostra de Gêmeos.Virtuais que estou editando, dei uma olhada rápida, olhei para o relógio e pensei: "Cinco minutos, apenas cinco minutos para eu atualizar alguma coisa no blog"... Eu estava com muita vontade de escrever, mas sem saber o quê. Então eu olhei a última pagina da amostra e vi o nome do "selo" que estou querendo inventar para publicar meus livros online. Ainda tinha a palavra ODACON, que eu adoro, pois significa Dagon, que é um personagem mítico da Suméria antiga, que seria como um Deus-Peixe (muitas vezes mal interpretado como um monstro em outras culturas), mas que dizem ter sido responsável por trazer muito conhecimento a este povo, como um messias. E acho muito curioso o fato de que Jesus O Cristo é sempre associado à figura de um peixe, por vários motivos. Assim, meu pé já estava fincado no nome ODACON, há muito tempo. Aí eu acrescentei o nome LIBER, que em algumas línguas significa livro, ou livre e em português lembra liberdade. Achei apropriado, já que meus livros estarão livres ("free", ou de graça para acesso virtual). Mas apenas, ODACON LIBER (ou ODACON LIVRE, que também foi uma opção) ainda deixava algo no ar. Eu queria inserir a palavra virtual ou eletrônico (ou "net" ou "web"), já que o meio de publicação é Internet... Aí pensei numa palavra que adoro: ÉLEKTRON, que vem do Grego antigo e significa Âmbar; uma resina solidificada com a qual Tales de Mileto pode "descobrir" a eletricidade. Aí eu juntei as três palavras:

ODACON LIBER ÉLEKTRON

E eu logo pensei em uma sigla, para futuramente fazer um logo e formou-se a palavra:

OLÉ

Uma palavra muito conhecida, principalmente pelos torcedores de futebol, de tourada e muito presente na dança flamenca. Olé! Nós gritamos quando algo nos surpreende! Quando estamos empolgados, algo bom acontece, algo agradável, algo esperado. Recentemente ouvi dizer que a palavra Olé, tem origem no termo árabe: Alá (Allah), que é nada menos que DEUS, como o sufixo EL (parecido com Alá), que está presente nos nomes de alguns anjos, como Miguel: aquele que é igual a - ou se parece com - Deus (Micha-El).

É bem provável que seja este mesmo o nome que eu vá utilizar, significando algo como: ODACON - Livros Eletrônicos, mas estando subentendido na palavra LIBER o termo LIVRE, assim temos LIVROS LIVRES, ou seja: de acesso livre para leitura eletrônica.

Para os curiosos, aí vão as referências:
  • Elizabeth Gilbert (que fala muito bem sobre literatura, criatividade e vida também)
  • TED TalksVídeo - Há legendas em português para este vídeo. A parte sobre o Olé-Alá fica quase no fim.
  • Blog sobre o tema (em inglês): Alla to Ole
  • Dicionário Informal: Olé
  • Wikipédia: Alá (Utilização Pré-Islâmica)
ps - Essa brincadeira durou MUITO MAIS que 5 minutos...

ps2 - Não é interessante que o Superman (Clark Kent) na verdade se chame Kal-El?

terça-feira, 27 de março de 2012

Degustação

Dá água na boca, não é?
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Quem não gosta de uma amostra grátis? Adoro quando chego no portão do colégio e tem alguém distribuindo desodorantes, barbeador, escova de dentes e tudo mais.

Sabendo disso (e imaginando que mais gente pensa como eu), estou preparando uma amostra, ou uma degustação (como os literatos e "cults" gostam de falar) do livro Gêmeos.Virtuais para aqueles que ainda não leram, nunca ouviram falar ou não acreditaram nos comentários certamente magníficos (ãh-ram ;P) daqueles que já leram.

É também uma maneira de eu ir treinando minhas habilidades de editoração de texto, formatação, inserção de imagens, capa, folha de rosto, contra capa, editorial etc.

Esta amostra (1) conterá o Prelúdio e o Primeiro Capítulo, e é possível que com o tempo, eu lance outras amostras.

A minha ideia é que a pessoa lendo esta dúzia de páginas, acabe ficando curiosa e acabe comprando, ou melhor, participando da Campanha de Troca e Doação que iniciei em 2011, que na verdade, acho muito mais interessante do que receber um valor em dinheiro.

Aliás, neste ano a campanha já deu seus primeiros passos, dois alunos já me trouxeram livros, um deles pediu 4 exemplares, mas me trouxe uns 20 em troca! - Ficou com crédito a retirar em Gêmeos.Virtuais.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Publicações.Virtuais - Nada mais apropriado!

e-Book Reader (Leitor de Livros Eletrônicos)
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Bom, Gêmeos.Virtuais, Realidade Virtual, Internet, Compras Virtuais, Vida Virtual, Correio Eletrônico, Endereço Eletrônico, Sítios (Sites) Virtuais etc. Hoje em dia grande parte da nossa vida existe apenas em meio eletrônico, pense apenas em UMA coisa muito importante: sua conta bancária. Se vier um grande "blackout" (odeio o termo nacional APAGÃO, no Brasil, tudo tem que ter ÃO no final... É horrível. E o pior é que no Francês o equivalente, ON, é tão mais chique... Ok, voltando ao assunto...), então, se vier esta pane elétrica, uma que dure alguns dias, a economia mundial vai pro buraco, juntamente com outros desastres e barbáries que vão suceder a isso.

Num mundo onde tudo se torna menos material (ainda bem, quem sabe isso acaba abrindo as portas para um mundo menos ... materialista... Será?), menos real e mais virtual, num mundo onde o meio ambiente é a grande vítima (e nós mais vítimas ainda por consequência) a economia de papel é uma coisa interessante. Lógico que acessar a Internet gasta energia, para se manter os servidores, os provedores, as antenas, o tráfego informações (kbps) e os PC´s funcionando, porém, creio que é uma energia direcionada e prática: se alguém quer ler um livro, existe apenas um  (ou poucos arquivos) que será acessado; a pessoa baixa o documento (mesmo que não a pessoa salve, o navegador tem que baixar o arquivo numa pasta temporária) e lê quando quiser. Assim, o gasto de energia tanto para "subir" o arquivo, quanto para baixá-lo está vinculada a alguns acessos, cada vez mais rápido que despendem cada vez menos energia...

Agora, se você publica um livro em papel, com uma capa bonita etc. Aí a coisa muda de figura, como já expliquei num post anterior (Quer Publicar um Livro?) a publicação de um livro bem editado envolve dezenas de milhares de reais, uma tiragem de no mínimo uma centena (à milhares, para baratear) e um gasto de tinta e papel absurdo, sem contar em todo lixo gerado industrialmente desde a fabricação da tinta e do papel, até o processo de fabricação do livro em si.

Descobrindo o magnífico ISSUU eu achei uma maneira limpa e bonita de publicar (quem sabe) todas as minhas obras que ainda estão na obscuridade. Tenho pensado seriamente em ir fazendo uma editoração caseira bem feita, quem sabe adicionar até algumas ilustrações e ir montando minha estante virtual. Por que o ISSUU fornece esta página aparecendo todas as publicações daquele autor, dê uma olhada na minha (que ainda está com apenas uma solitária publicação).

Assim, meus livros poderão ser lidos por aqueles interessados, um sonho que eu tenho desde que comecei a escrever e fiz uma homepage, agora extinta, chamada ODACON137 - Selo Virtual de Produções Literárias Artesanais. Era uma "home" na qual eu publiquei o Gêmeos.Virtuais antes dele virar um livro "de verdade" e também um outro conto, chamado Godboy - O Garoto Deus. Lá eu descrevia minha ideia (que eu ainda acredito) que publicar um livro as vezes obriga o (pequeno e novo) autor a "convencer" as pessoas a lerem seu livro, fazendo seu próprio marketing. E por mais que o livro seja bom, eu sei que comprar um livro de alguém conhecido é sempre estranho, já que é como se você se sentisse na obrigação de ler, ou até (na obrigação) de gostar do que leu - ou pelo menos fingir que gostou, com medo de desagradar o amigo... O que é uma situação embaraçosa e contra producente para ambos - leitor e autor.

Enfim, hoje acredito que meu desejo está próximo de se tornar real. Tenho MUITAS coisas a publicar, contos, novelas, romances e crônicas em vários gêneros: ficção científica, fantasia, ficção fantástica, mistério policial até comédias e absurdos. Tenho também algumas poesias que tenho que caçar e reunir. Ainda medito muito sobre o que, como e quando (e até em que ordem) publicar, mas acredito que o trabalho será paulatino, mas constante, de modo que um dia, todo meu repertório estará disponível - e completamente de graça - para todos os interessados.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Um teste de leitura de PDF online

Olá gente...

Apenas como um teste, posto novamente a Infância de Alef, agora em formato PDF para leitura incorporada no blog. Estou pensando em publicar meus escritos deste modo daqui para frente. É uma maneira boa de preservar o formato de livro e proporcionar uma leitura online agradável.

Essa ideia me veio, pois tenho na manga uma "continuação" de Gêmeos.Virtuais já pronta, escrita há muito tempo, em 2004, mas que ainda não tive chance de publicar, mesmo tendo tentado vários concursos e apreciações em editoras...

Ainda não decidi se vou disponibilizar a obra completa de uma vez, ou em capítulos, ou se vou colocar apenas amostras e fazer uma opção de download/leitura online diferenciada, que comentarei mais tarde... Ainda são apenas ideias, mas para aqueles que tinham curiosidade e aqueles que tanto me perguntaram: SIM! O universo dos Gêmeos tem uma continuação, mas não esperem que a história parta do ponto onde parou, pois foi uma ideia que surgiu numa conversa com um amigo e foi aos poucos sendo incorporada no futuro que se desenrola após os eventos finais do livro.

Enfim, o texto. Quem não leu os posts com as partes do Apêndice, pode ler aqui:

ps - Pessoal! Acabei de atualizar este post, agora que descobri este reader magnífico, que se assemelha a um livro, podendo virar as páginas e dar "zoom" de maneira intuitiva. Espero que gostem!

quarta-feira, 21 de março de 2012

Relendo e reescrevendo...

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Hoje meu trabalho foi de revisão nas cinco páginas que consegui escrever até agora (não sei ao certo, pois estou usando uma fonte maior para não cansar muito a vista).

É interessante poder ler, fazer pequenos (ou médios) ajustes e se sentir satisfeito com o progresso da escrita. É também uma boa maneira de verificar seu vocabulário e evitar ser prolixo, tanto nas palavras como na forma de escrever... O que não é nada fácil. Bom, cinco (?) páginas... Já alcançou o tamanho exato do apêndice sobre a infância de Alef. Como eu "temia" certamente ficará maior. Temer não é bem a palavra, certamente tenho muito mais coisas a contar agora e também não tenho um limite de páginas como havia na coletânea. Embora minha maior preocupação (apesar de boba e talvez infundada) seja não manter um padrão de tamanho para os capítulos: quase todos os capítulos de Gêmeos.Virtuais são curtos, tendo em média quatro ou cinco páginas em A4 (chegam a seis ou sete no formato do livro).

Não tenho uma boa impressão quando o escritor "tem que" escrever mais do que o normal para contar uma história, digo... Gosto que haja um equilíbrio, uma média. Quando os capítulos da história vão crescendo, ou o volume dos livros de uma saga vão ficando maiores, dá a impressão de que eventos desnecessários estão sendo registrados ou que o autor não achou uma maneira mais simples de contar sua história. Não que tenha que ser simples, pois não é só um enredo, um roteiro, uma história, é entretenimento e arte, vale também como se conta a história... Mas não é fácil achar um equilíbrio entre um leitura rica e uma leitura complexa, digo, acho que a leitura deve ser rica, mas simples ao mesmo tempo...

quarta-feira, 14 de março de 2012

Uma carta tão esperada...

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Depois de corrigir várias pilhas de provas, consigo voltar a escrever mais uma página e meia. É, o ritmo está bom para quem ficou anos sem praticar. O post de hoje é curto, mas gostaria de compartilhar com vocês o que venho escrevendo... O enredo por enquanto é apenas preparatório, acho que será um daqueles textos onde os eventos vão crescendo em número e importância, mas nem tenho ideia de quantas páginas vou acabar escrevendo... Gostaria que ficasse tão curto quanto o primeiro apêndice de Gêmeos.Virtuais, que conta sobre a infância de Alef, porém, não creio que eu consiga ser tão sucinto.

No momento (na história que se desenrola) Anderson, pai do protagonista, recebe uma carta que ficou guardada por anos e anos, desde que o bebê Alef apareceu em sua vida. As informações da carta não são muito esclarecedoras, mas nem poderiam ser, apesar da óbvia curiosidade dos pais do menino, muita informação sobre ele talvez... os assustasse. Com palavras úteis e ternas um velho amigo deixa sua mensagem,  para encher os corações daquela família com esperança e confiança.

terça-feira, 13 de março de 2012

Sobre guerras e revoluções

Esses dias tenho estado um tanto "belicoso" nas minhas leituras e filmes: estou lendo um romance histórico sobre Alexandre "O Grande" e tenho assistido ao documentário "Os Filmes Perdidos da Segunda Guerra Mundial" (WWII Lost Films). Tenho quinze minutos (que coloquei de prazo para mim) para escrever este texto e finalmente meter a cara na papelada e corrigir a última pilha de provas mensais.

Assistindo e lendo tantas coisas sobre guerras, batalhas etc, volto a me perguntar, como fiz várias vezes, o motivo de tanta crueldade e violência e sei que a pergunta tem um tom ingênuo e imaturo, pois as causas são numerosas e profundas, talvez arraigadas na própria característica do homem, seja da sua parte animal, seja da sua parte racional ou emocional, seja de uma mistura entre todas estas partes.

Talvez vocês se perguntem porque eu estaria escrevendo sobre isso no blog do Gêmeos.Virtuais, mas nem preciso lembrá-los que o enredo do livro se desenvolve durante a Guerra do Iraque em 2003. Guerra que tem suas raízes muito profundas na história entrelaçadas em motivos tanto religiosos, quanto financeiros como políticos e diplomáticos, numa mistura de interesses territoriais bélicos e também aos recursos petrolíferos.

E é uma terra tão antiga, entre os rios Tigre e Eufrates, rios citados no Gênese como parte do cenário do Jardim do Éden. Na verdade, este é o local onde surgiu a civilização Suméria, berço de tantas artes e ciências como astronomia e astrologia.

Enfim, meu tempo está acabando e gostaria de terminar este post dizendo apenas que acredito que a Guerra, por mais confusas e duras que possam ser as suas causas, surge, na opinião deste humilde professor de Física, da incapacidade de um grupo (raça, etnia, povo...) partilhar recursos e compartilhar um espaço em comum.

E não estamos todos fazendo isso, a todo instante, seja numa fronteira entre duas pátrias rivais ou dentro de nossos lares?

Ou até dentro de nós mesmos?

quarta-feira, 7 de março de 2012

Quer publicar um livro?


Caro internauta, recentemente uma amiga me pediu uma informação sobre "como publicar um livro", visto que eu já tive esta experiência. Depois de responder o e-mail dela acabei achando que o que escrevi não ficou apenas interessante, mas útil para futuros escritores... Então, seguem (quase) na íntegra, as dicas e orientações que forneci. [Não se importem com a falta de formalidade no texto, já que era um e-mail].

***

[Do que segue abaixo] Algumas coisas são opiniões próprias, que acabei desenvolvendo 10 anos após ter começado a escrever.

[Dicas e Orientações]

1. Sentir se você REALMENTE quer publicar o livro, para isso pensar nos vários motivos possíveis:
  • Sonho
  • Financeiro
  • Sucesso/Fama
  • Tema importante/Vale a pena ser lido
  • Tema original
  • outros...
Por que isso? Pois não é nada fácil (em termos financeiros) conseguir colocar um livro no mercado e menos ainda "vendê-lo", digo por experiência própria. Agora, se você tiver tanto a vontade como os recursos e oportunidades necessárias, MANDE BALA.

2. Registrar na BN (bn.br) é a Biblioteca Nacional. Pagava-se uma mísera quantia de R$20 para ter sua obra registrada no seu nome até que as fotocópias esmaeçam (aí é só você substituir por novas - mas se vc publicar, a editora cuida disso depois, com um registro internacional, o ISBN). O processo é meio (MUITO) chato, tem uma série de links pra clicar, preencher formulários, emitir (imprimir) um boleto do tesouro nacional, pagar no Banco do Brasil etc... Eu não lembro de tudo, mas se vc for enfrentar essa barra eu posso te dar uma ajuda, mas já aviso, é chato. Segue um link: Registro ou Averbação dá uma olhada. Registre de qualquer jeito, mesmo que acabe não publicando, é barato e garante que você tenha a autoria do texto.

3. Ilustrações: Você mesma pode ilustrar, pode contratar um ilustrador por conta ou pode deixar que a editora se preocupe com isso (aí eles farão uma seleção e vão ver se você aprova, com um portifólio, eu acredito). Voltarei pra falar disso quando citar preços e custos, mas se vc (ou alguém "seu") foi ilustrar e você quiser registrar CADA desenho é mais caro: se não me engano R$80 por ilustração ou personagem, mais ou menos isso.

4. Diagramação: Você pode fazer um rascunho e sugerir a diagramação. Você escolhe tudo, tipo do papel, laminação (fosca ou brilhante) e tamanho (A5, A4, "quadrado", de bolso e tantos outros...).

5. Envio de originais: Você pode enviar para qualquer editora quando quiser, mas o ideal é registrar antes, para o caso de extravio ou atos de má fé. Porém o legal é contatar CADA editor pra saber COMO eles gostam de receber o original, em formato físico (A4, encadernado, etc) ou digital (fonte, espaçamento...).

6. Guia do Ilustrador: existe um texto aberto na internet que leva este nome e é muito legal pra saber um pouco mais sobre ilustrações. Não é você quem vai ilustrar (eu acho), mas vai contratar alguém ou terá que ter uma noção do preço, então é legal saber COMO cobra um ilustrador.

7. Publicação: Você pode "escolher" várias formas de publicar seu livro, como...
  • Particular. Você faz um orçamento, paga pela edição e tiragem dos exemplares (quanto maior a tiragem, mais barata a unidade). Normalmente de 10 a 20% ficam com a editora para distribuição no mercado, destes vc tem direito só a uma porcentagem da venda, não lembro direito (acho que de 10 a 20%, também). Os outros 80 a 90% são seus, abra um espaço no porão para guardá-los e trate de desenvolver uma bela campanha de marketing e divulgação, pois não vai ser fácil "se livrar" deles. Faça uma simulação aqui: Komedi (a editora em que publiquei, publica muitos livros infantis, do próprio dono em especial, que fizeram muito sucesso - não se preocupe com a concorrência, ele é muito gente fina hahahaha). Só pra vc ter uma noção, o meu livro em 2008 (1000 exemplares, formato A5, sem ilustrações, sulfite bege - não lembro qts gramas, capa com verniz, duas cores) ficou mais de R$6mil - pagos em parcelas, não lembro quantas. Hoje em dia, um do mesmo porte fica por volta de 8 a 9 mil reais. Com ilustrações o preço sobe... E muito (eu acho). Não faço ideia do quanto...
  • Editora. Você envia uma cópia, a editora aprecia seu original e BAM! Eles gostam... Agora é só sentar e relaxar, eles provavelmente vão dizer que podem dar um montante X e dentro daquilo você escolhe o que vai ser, papel, formato, diagramação, tiragem etc. Acredito que eles também devem dar uma sugestão "standart". Contras: ELES NUNCA LÊEM o que vc manda... Sério, passei por isso várias vezes. "Nunca" é brincadeira minha, mas DEMOOOOOOOOOOOOOORA, pra ter uma resposta. EU, nunca recebi resposta, sempre tive que correr atrás, passa o prazo estipulado para contato e NADA! Então, não se desiluda se um editor c#$@& esquecer de você... A maioria faz isso por um motivo muito simples: são c#$@&s mesmo! E outra, é mais vantajoso RE-publicar sucessos internacionais ou clássicos nacionais, ou qualquer "sucesso" de outro autor medíocre qualquer do que apostar em um GÊNIO desconhecido, como nós hahahahaha. [Eu sei que eles tem muito trabalho, mas custa dar uma olhada no prazo estipulado? Falta de respeito!]
  • Concursos. Você faz seu original (com ilustrações também, se puder) e envia para um concurso. No caso de contos, poesias e romances é mais comum, mas no caso de livros infantis com ilustração, sinceramente, nunca vi. Mas se tiver, um concurso é legal porque normalmente o prêmio é em dinheiro, quantias que podem variar de 500 a milhares de reais ou ter a obra publicada sem custos. De qualquer modo, você pode utilizar o dinheiro do prêmio para pagar uma publicação particular (ou ajudar a pagar). Concursos que conheço SESC e Casa Mário Quintana.
  • Projetos. Existem além de Lei Rouanet (sei lá se existe ainda) e incentivos municipais e estaduais: TEM QUE FICAR ESPERTA, se cadastrar em feeds, newsletters, google alerts etc. Eu fiz isso pra concursos e participei de vários - não ganhei nenhum :( . Aí você lê o edital, que é surto de gigante, vê se se enquadra, escreve o projeto do livro, que no caso de livro infantil CAI SUPER BEM, normalmente vira paradidático de escolas públicas, aí a divulgação já ta feita (SUCESSO!)... O projeto pode te "premiar" de várias maneiras, com um montante e você usa na publicação, ou, se tratando de livros, acho mais comum que você passe um orçamento e eles tratam da publicação. Normalmente os projetos tem um valor estipulado de, por exemplo, 10 a 20 mil reais para ser realizado e inclui além da edição e impressão dos livros, palestras e bate papos com o autor em espaços culturais e escolas.
Considerações finais

Hoje (serei sincero), acho que depois de uma virada nos conceitos que tinha na minha vida, só publico outro livro se estiver "defecando" dinheiro e puder pagar alguém pra fazer o agenciamento e divulgação do livro... Porque, sinceramente, acho que CULTURA é coisa do mundo, não quero, não tenho intenção de vender mais nada artístico que produzo, seja desenho, música ou textos [a não ser que um editor ache que eu vou ser o próximo Tolkien, aí o comércio está nas mãos deles e fico satisfeito com meus direitos autorais]... Eu voltei a escrever recentemente, e de boa, sem compromisso, vou começar a publicar no meu blog e lê quem quiser... Já existe TANTA porcaria no mundo que, por melhor que seja o que a gente escreve, vai ser difícil a gente ser [re]conhecido ainda em vida e nem digo pelo sucesso, mas tenho certeza que, assim como eu, você tem alguma mensagem a passar...

Então, SUGESTÃO ECO-Literária... Levando em conta que não suporto gasto inútil de papel, sabendo ainda mais que tem gente que vai comprar seu livro E NÃO VAI LER (parabéns!!! use de peso de porta então, use pra limpar a b... PRA QUALQUER COISA, mas Ôo... tem gente querendo ler!!!) então eu estou avesso a publicações em papel. Por que não fazer um SITE, um site LINDO DE MORRER, com seu livro e ilustrações "vivas" dinâmicas (exemplo - Magical Game Time - ShyGuys), nem que sejam apenas amostras, algumas páginas, só pra chamar a atenção e você vai colocando pedaços, samples de projetos, assim você passa sua mensagem e se algum editor curtir vai te chamar e dizer: "tu fez sucesso, vamos publicar isso!"

Veja a [...] GALINHA PINTADINHA, começou no YouTube, agora tá no Netflix e tem até musical de teatro. Outro livro que começou assim é "A Batalha do Apocalipse". Então... Sei lá, acho que, hoje em dia, a gente deve "FAZER SUCESSO PRIMEIRO" (test drive, a voz dos internautas é a voz de deus - não sei de QUAL DEUS, mas é).

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É isso aí caros internautas! Espero que as informações tenham sido úteis, ou pelo menos divertidas para vocês!