segunda-feira, 4 de junho de 2012

World Wide Wisdom - Parte 2

morguefile.com
No primeiro post desta série, eu falei um pouco sobre a propriedade das nossas ideias, ou melhor, sobre a NÃO-propriedade e terminei dizendo que aquela ideia que eu tive e dias depois o Google lançou como uma nova possibilidade na pesquisa, eu tinha tido havia 2 anos, e não apenas 50 dias e ela já estava lá, há muito tempo, rondando na Internet e e-mails e em Nuvens.

Dou continuidade a esta séria, mostrando o esquema que desenvolvi para explicar, no contexto da apresentação, a importância de um extenso e variado vocabulário para que as pessoas tivessem uma capacidade de leitura, compreensão e expressão mais amplas e precisas também. Segue abaixo um recorte do slide onde eu explico minha visão (bem resumida) do funcionamento cerebral em função das palavras.

Recorte de um Modelo Cerebral para a Relação entre os Vocábulos

Como vocês podem facilmente notar, o esquema é muito parecido com o da "Árvore do Conhecimento" que publiquei no primeiro post desta série. Ele mostra as interconexões que vão surgindo no cérebro de um bebê, desde a palavra mãe, depois fome, dor, amigos, educação, tolerância e trabalho (nesta ordem, quando visto de forma animada).

Com este esquema eu procurava convencer os espectadores da importância da leitura para enriquecer este vocabulário mental de modo a aumentar cada vez mais a quantidade de CONEXÕES entre as palavras e assim obrigando o cérebro a estar sempre exercitado, com suas partes muito mais interconectadas, com mais caminhos alternativos para seguir tendo assim, certamente, uma mente mais saudável, mais flexível e capaz de aprender.

Pouco tempo depois eu tive uma evidência de que estava no caminho certo, pois cientistas estavam divulgando um experimento feito com freiras que doariam seus cérebros após a morte para estudos sobre o Mal de Alzheimer. As freiras que morreram com sintomas do Mal também eram aquelas que quando jovens demonstraram uma capacidade menor nas habilidades linguísticas numa redação feita aos 22 anos de idade, décadas antes de morrer. Ver artigo da Superinteressante (logo no fim, A Prova que veio das Freiras).

Enfim, o vocabulário, como parte das habilidades linguísticas certamente influencia na sua saúde cerebral, por isso, devemos ler sempre!

Para finalizar, é lógico que eu não fui o único nem o primeiro a pensar nessas coisas. Como muitos comentaram a ver meu post no Plus, "Organogramas" do conhecimento são recursos antigos e realmente devem ser, porém só hoje eles podem ser feitos de maneira dinâmica e serem mais fáceis de usar e alimentar.

Quem quiser conhecer uma amostra da apresentação, segue uma versão do SlideShare:

Apresentação Gêmeos.Virtuais Amostra
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Também há uma versão no YouTube.