terça-feira, 13 de março de 2012

Sobre guerras e revoluções

Esses dias tenho estado um tanto "belicoso" nas minhas leituras e filmes: estou lendo um romance histórico sobre Alexandre "O Grande" e tenho assistido ao documentário "Os Filmes Perdidos da Segunda Guerra Mundial" (WWII Lost Films). Tenho quinze minutos (que coloquei de prazo para mim) para escrever este texto e finalmente meter a cara na papelada e corrigir a última pilha de provas mensais.

Assistindo e lendo tantas coisas sobre guerras, batalhas etc, volto a me perguntar, como fiz várias vezes, o motivo de tanta crueldade e violência e sei que a pergunta tem um tom ingênuo e imaturo, pois as causas são numerosas e profundas, talvez arraigadas na própria característica do homem, seja da sua parte animal, seja da sua parte racional ou emocional, seja de uma mistura entre todas estas partes.

Talvez vocês se perguntem porque eu estaria escrevendo sobre isso no blog do Gêmeos.Virtuais, mas nem preciso lembrá-los que o enredo do livro se desenvolve durante a Guerra do Iraque em 2003. Guerra que tem suas raízes muito profundas na história entrelaçadas em motivos tanto religiosos, quanto financeiros como políticos e diplomáticos, numa mistura de interesses territoriais bélicos e também aos recursos petrolíferos.

E é uma terra tão antiga, entre os rios Tigre e Eufrates, rios citados no Gênese como parte do cenário do Jardim do Éden. Na verdade, este é o local onde surgiu a civilização Suméria, berço de tantas artes e ciências como astronomia e astrologia.

Enfim, meu tempo está acabando e gostaria de terminar este post dizendo apenas que acredito que a Guerra, por mais confusas e duras que possam ser as suas causas, surge, na opinião deste humilde professor de Física, da incapacidade de um grupo (raça, etnia, povo...) partilhar recursos e compartilhar um espaço em comum.

E não estamos todos fazendo isso, a todo instante, seja numa fronteira entre duas pátrias rivais ou dentro de nossos lares?

Ou até dentro de nós mesmos?