terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

8 Anos de Gêmeos.Virtuais - O 11 de Setembro e a Guerra do Iraque.


Pessoal, este é um artigo que publiquei no Facebook quando se completaram 10 anos do "11 de Setembro". Lá no Face ele estava privado apenas para os usuários, então posto ele aqui para que fique pública minhas considerações sobre esta data histórica e a relação que ela tem com o livro Gêmeos.Virtuais.

***

por José Raphael Daher, domingo 11 de setembro de 2011, 18:43 ·

11 de Setembro, Al-Qaeda, Osama Bin Laden, Saddam Hussein, George W. Bush, a 3ª Guerra do Iraque, a "Ameaça" Norte Coreana e a Criação dos Gêmeos.Virtuais.

Venho aqui prestar minha homenagem às vitimas dos ataques realizados nesta mesma data, à 10 anos atrás. Tenha ele sido realmente planejado pela Al-Qaeda, ou não, os eventos que se iniciaram neste dia serviram como um motivo adicional para que os Norte Americanos invadissem o Iraque, pois acusavam o governo Iraquiano de manter relações estreitas com esta chamada organização terrorista, além das acusações sobre a confecção de armas de destruição em massa. Além disso, os Norte Americanos alegavam ter como missão libertar o povo Iraquiano de um governo ditatorial. Com esses motivos iniciou-se a Guerra do Iraque, que muito me marcou no ano de 2003, pois eu já havia visto outra acontecer, em 1991. Ver novamente o Oriente-Médio ser atacado por motivos não menos obscuros, e claramente interesseiros, caiu como uma bomba sobre mim em uma época em que o gosto pela escrita estava nascendo. Lembrar do 11 de Setembro, que também é a data da morte do falecido Prefeito de Campinas, Toninho, que também certamente foi assassinado por causas não menos obscuras (e certamente tão políticas quanto às da guerra cuja semente havia sido plantada no mesmo dia) é para mim um evento quase onírico. Eu, como muitos, vi ao vivo o segundo avião bater contra a outra torre. Uma grande amiga minha, vivia então nas proximidades. Vi o quão perto os embaraços políticos e diplomáticos internacionais podiam estar de nós a ponto de quase nos envolver.

Demoraram 2 anos para que a Guerra no Iraque fosse declarada, demoraram também dois anos para que eu começasse a escrever. De certa maneira, devo à todos os envolvidos nessa guerra interminável de fé, política e mercado, a criação da minha primeira história. Mesmo sendo uma ficção científica, talvez ela não seja tão fantasiosa quanto as diversas declarações oficiais sobre organizações terroristas, ameaças nucleares e motivos "altruístas" para invadir um país. Agradeço também a todos que me deram apoio na minha empreitada de escrever e publicar um livro tão audacioso, controverso e, certamente, sentimental e imaturo, pois ele me abriu muitas portas. Volta e meia me pego relendo Gêmeos.Virtuais para ver se não fui exageradamente descuidado com a geopolítica e a história de fundo em troca da liberdade literária. Reflito até hoje se devia ter pesquisado mais e buscado a maior verossimilhança possível com a realidade, com as possibilidades diplomáticas e históricas de uma guerra que envolvesse principalmente os Norte Americanos, Iraquianos e Norte Coreanos... Até hoje tento me convencer que, tendo sido um escritor iniciante e amador, eu consegui dar asas à minha imaginação latente que nunca tinha tomado a forma de uma obra completa. Quantas coisas eu havia iniciado e deixado pela metade até então... Pela primeira vez eu tinha um enredo pronto, só me faltava preencher as lacunas e escrevê-lo, do início ao fim, sem esmorecer, sem perder a autoconfiança ou a auto-estima.

De certo modo, meu conto, como qualquer outro conto ou romance já escrito, não é verdadeiramente propriedade do autor, mas sim, da humanidade, pois, assim como qualquer outra obra, se baseia em fatos reais ou no que já foi escrito antes, com a única diferença de que traz uma nova roupagem, uma nova visão, uma nova interpretação. Assim como Senhor dos Anéis é uma releitura da Mitologia Nórdica e assim como Os Lusíadas são um poema épico e fantástico baseado nas viagens e nas conquistas de Vasco da Gama e seu povo (e na Ilíada/Odisseia). Nem de longe querendo me comparar a tão geniais mentes como Tolkien e Camões (ou mesmo Homero), venho apenas demonstrar que história e fantasia, ciência e ficção podem facilmente se mesclar na mente humana e a única coisa que precisamos é coragem para que ela tome corpo.

Que Deus encaminhe, proteja e abençoe as almas das vítimas dessa horrorosa tragédia e dessa guerra que lembramos hoje. Que seus filhos e familiares um dia encontrem a paz no coração e que a Luz Divina os faça homens e mulheres de uma nova geração na qual se compreenda que não há Paz enquanto cedermos ao desejo cruel de dominação e de retaliação sem medir consequências. Que a arte possa ser um dos caminhos de reflexão para todos nós. Um ótimo DOMINGO a todos. Sinceramente, J.R.Daher.

***